A FORMAÇÃO INICIAL DOS CURSOS DE LICENCIATURA: PERMITEM QUE AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS REALMENTE INCLUAM?

Edna Leandro da SILVA, Mirian ROMAN, Maria Luzia da Silva SANTANA

Resumo


O presente artigo tem como objetivo problematizar sobre a inclusão e práticas pedagógicas no contexto escolar. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura que possibilitou fazer um breve histórico da Educação Especial no Brasil para refletir acerca das ações pedagógicas inclusivas. Considera-se que discriminar positivamente, segundo Lopes e Fabris (2016) é compreendida como fazer mais por aqueles que têm menos, incluindo esforços suplementares em favor das populações carentes de recursos, a fim possibilitar melhores condições de vida e inclusão social e educacional. Na escola é ação fundamental para que seja possível atender às especificidades da aprendizagem de cada sujeito, ou para incluir a todos. Em contrapartida a discriminação negativa é aquela que gera preconceito, marcando ou estigmatizando o sujeito. Na acepção de Castel (2008) ser discriminado negativamente é algo que impõe ao sujeito uma condição menor. Nesse sentido, embora existam avanços na Educação Especial no Brasil, ainda há longos caminhos a percorrer tendo em vista que a discriminação precisa ser positiva, com mudanças amplas nas práticas pedagógicas. Essas mudanças poderão ser potencializadas na formação inicial dos pedagogos que, afinal, atuarão diretamente com esses sujeitos. Dito isto, seria interessante que nos cursos de licenciaturas fossem desenvolvidas práxis pedagógicas voltadas para ações educativas com crianças/educandos com necessidades especiais.  Assim, é necessário fazer uma reflexão sobre os pressupostos teóricos e metodológicos no viés da inclusão com vistas a um fazer pedagógico inclusivo.


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