TAXA DE PRENHEZ E PARÂMETROS FISIOLÓGICOS DE VACAS NELORE MANTIDAS SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE SOMBREAMENTO NATURAL

Henrique Kischel, Elielton Dias da Silva Arruda, Wilian Aparecido Leite Silva, Christopher Junior Tavares Cardoso, Mariane Gabriela César Ribeiro, Fabiana de Andrade Sterza

Resumo


O ambiente em que os animais vivem exerce efeitos relevantes sobre as condições de bem-estar
animal, interferindo no desempenho produtivo e reprodutivo dos mesmos. Um melhor entendimento
a respeito dos processos biológicos envolvidos na relação do estresse térmico e a reprodução animal
podem auxiliar na otimização da eficiência reprodutiva de bovinos. O objetivo desse estudo foi
avaliar a eficiência reprodutiva e os parâmetros fisiológicos de fêmeas da raça Nelore submetidos a
sistema extensivo com sombra suficiente ou em pleno sol. Para este estudo, vacas Nelore (n=83)
foram submetidas a um protocolo de sincronização do estro e IATF (inseminação artificial em
tempo fixo) no mês de novembro de 2015 em diferentes áreas experimentais PSSOM (pouco
sombreamento) e CSOM (sombreamento suficiente). A fim de se observar o cio no dia da
inseminação, fez-se o uso do bastão marcador na região lombo sacra. As condições de microclima
foram monitoradas através de miniestações meteorológicas implantadas em cada área experimental.
A partir dos dados microclimáticos de cada sistema, foi calculado o índice de temperatura de globo
negro e umidade (ITGU) diariamente. Durante os manejos do protocolo de IATF foram aferidos os
parâmetros fisiológicos (temperatura retal, frequência respiratória, frequência cardíaca). Os valores
de ITGU foram diferentes nas áreas experimentais (P<0,05), em ambas foi caracterizado ETC
(Estresse Térmico Calórico). Apesar disso não foram observadas alterações dos parâmetros
fisiológicos avaliados e da taxa de prenhez em PSSOM (44,11%) e CSOM (48,57%). Os animais de
ambas as áreas experimentais responderam bem ao protocolo de sincronização do estro e IATF, não
sendo observada diferença (P>0,05) entre os tratamentos, demonstrando que o efeito do ambiente
não foi suficiente para alterar a incidência do estro. Desta forma, torna-se evidente a necessidade de
uma classificação dos valores de ETC do ITGU para os animais zebuínos. Os valores utilizados
atualmente para definir ETC não parecem ser validos para raças adaptadas como o Nelore.


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