A IMPLANTAÇÃO E IMPACTO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO NA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA DE VACAS DE LEITE EM UMA PROPRIEDADE DE AQUIDAUANA

Autores

  • Elielton Dias da Silva Arruda
  • Henrique Kischel
  • Wilian Aparecido Leite Silva
  • Christopher Junior Tavares Cardoso
  • Mariane Gabriela César Ribeiro
  • Fabiana de Andrade Sterza

Resumo

O objetivo do trabalho foi aumentar a eficiência reprodutiva e produtiva do rebanho leiteiro por
meio da implantação de programas de inseminação artificial ao longo dos anos. Os dados refe-
rem-se a uma das propriedades assistidas pelo Programa Rio de Leite ao longo de três anos e que
tem sido modelo, por se adequar às recomendações do Programa. Nos dois primeiros anos do proje-
to a propriedade contava com 29 fêmeas da raça Girolando em idade reprodutiva, das quais eram
vacas lactantes não gestantes 72,41 % (21/29), 17,20 % (5/29) vacas lactantes gestantes 13,79 %
(4/29), 34,48 % (10/29) vacas secas não gestantes 3,44 % (1/29), 0 (0/29) e as vacas secas gestantes
10,34 % (3/29), 48,20 % (14/29). No terceiro ano a propriedade possuía um número menor de 19
fêmeas. Durante os anos eram realizadas 4 programas de Inseminação Artificial Tempo Fixo
(IATF). Os protocolo de IATF iniciaram-se em um dia aleatório do ciclo estral dos animais (D0),
com a inserção de um dispositivo intravaginal de progesterona-P4 (CIDR1,9g) e aplicação de 2,0
mg im de benzoato de estradiol (BE; Gonadiol; Zoetis). No D7 foram aplicados 0,5 mg IM de dino-
prost trometamina (PGF; Lutalyse). No D9 o dispositivo intravaginal foi retirado e foram aplicados:
0,5 mg IM Cipionato de estradiol (ECP;), 200 UI de eCG (Novormon) e 0,5 mg IM de dinoprost
trometamina (PGF; Lutalyse). As inseminações foram efetuadas no D11, 48 depois de retirado o
dispositivo P4. O diagnóstico de gestação foi realizado por ultrassonografia 90 dias depois da IATF.
Com a diminuição dos animais foi possível alcançar a seguinte situação: As vacas lactantes não ges-
tantes passaram para 0% (0/19), e vacas lactantes gestantes 57,89% (11/19), vacas secas não gestan-
tes apresentaram 0%, o que é desejado no rebanho mantendo, e as vacas secas gestantes 42,10%
(8/19). Conclui-se que, uma boa programação de inseminação durante o ano, assegura vacas parin-
do e produzindo leite o ano gerando um equilíbrio econômico para o produtor.

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Publicado

03/03/2017

Como Citar

Arruda, E. D. da S., Kischel, H., Silva, W. A. L., Cardoso, C. J. T., Ribeiro, M. G. C., & Sterza, F. de A. (2017). A IMPLANTAÇÃO E IMPACTO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO NA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA DE VACAS DE LEITE EM UMA PROPRIEDADE DE AQUIDAUANA. ANAIS DO SEMEX, (9). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/4052

Edição

Seção

TECNOLOGIA E PRODUÇÃO

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