O ESTUDANTE COM BAIXA VISÃO NO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Stella Maris Cortez Bacha Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul- UEMS
  • Maria Inesila Montenegro Garcia De Oliveira Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul- UEMS
  • Janine Matos Vilharba Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul- UEMS
  • Marina de Castro Fregnan Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul- UEMS
  • Marielle Moreira Santos Benatti Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul- UEMS

Palavras-chave:

Fonoaudiologia, Ensino, Diversidade, Equidade, Inclusão

Resumo

Esse resumo se refere a práticas pedagógicas inclusivas e metodologias diferenciadas com acadêmico com baixa visão iniciando o curso de Fonoaudiologia na UEMS. No período de recepção dos docentes, a coordenadora do curso informou sobre as necessidades educacionais específicas do acadêmico e, ao mesmo tempo que o encaminhou para o Atendimento Educacional Especializado-AEE da Instituição, as professoras fonoaudiólogas se mobilizaram para sugerir metodologias inclusivas, visto a prática com pessoas com deficiência. Com as informações prévias, manteve-se diálogos com o acadêmico sobre suas necessidades desde o primeiro dia de aula. As professoras fizeram as seguintes sugestões iniciais para ele, seguindo a literatura sobre acessibilidade visual: 1) Slides das aulas: contrataste figura-fundo (ex. fundo amarelo forte/letras pretas); poucas informações por slides, com letras aumentadas; letra Arial, cuja acessibilidade é favorecida por ser uma letra “limpa”, sem curvas; envio dos slides com antecedência, para que ele pudesse acompanhar a aula pelo seu celular. Sobre esse aspecto, o acadêmico verbalizou que conseguia ler todos os slides. 2) Para os textos escritos: editá-los com letra aumentada, Arial com tamanho entre 14-18 e maior espaçamento entre palavras e linhas, mantendo contraste figura-fundo. Sobre esse aspecto o acadêmico relatou que não havia necessidade do aumento de letra, pois conseguia ler o tamanho 12. Porém, nos textos “prontos” havia necessidade do auxílio dos colegas para leitura, pois não basta o tamanho da letra, há a questão do espaçamento e contraste figura-fundo. 3) Para locomoção na Universidade e ambientes de práticas: manter o uso do seu colar de girassol, o que não houve muita adesão, mas manteve o auxílio dos colegas. Para favorecer mais a acessibilidade visual, a Instituição deve fazer o vedamento das janelas para controle da luz solar. Todos os acadêmicos da turma se envolveram na questão. O AEE orientou seguir as recomendações das professoras fonoaudiólogas.

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Publicado

16-01-2026

Como Citar

BACHA, Stella Maris Cortez; OLIVEIRA, Maria Inesila Montenegro Garcia De; VILHARBA, Janine Matos; FREGNAN, Marina de Castro; BENATTI, Marielle Moreira Santos. O ESTUDANTE COM BAIXA VISÃO NO ENSINO SUPERIOR. Anais do Seminário de Educação Inclusiva da UEMS, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 22, 2026. Disponível em: https://anaisonline.uems.br/index.php/seiUEMS/article/view/11151. Acesso em: 28 jan. 2026.