IMPACTO DO DESIGN SENSORIAL DE SALAS DE AULA E BIBLIOTECAS NA PERMANÊNCIA DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Autores

  • Milena da Silva Ayala Mestranda em Geografia PPGGeo - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Câmpus de Aquidauana
  • Mariana da Silva Ayala Mestranda em Psicologia PPGPsico - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Câmpus de Campo Grande
  • Amanda Silva Vallim Graduanda em Letras - Português/Inglês - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Câmpus de Aquidauana

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Educação superior, Design sensorial, Acessibilidade, Permanência estudantil

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por variações na comunicação, socialização e no processamento sensorial (APA, 2014). No contexto da educação superior, a permanência de estudantes com TEA está relacionada não apenas a fatores pedagógicos, mas também à adequação física e sensorial dos espaços acadêmicos. De acordo com a NBR 9050 (ABNT, 2020), que estabelece critérios de acessibilidade no Brasil, o ambiente construído deve atender as necessidades de diferentes usuários, incluindo aqueles com hipersensibilidades sensoriais. A temática aqui abordada também se conecta diretamente às metas da Agenda 2030, em especial ao ODS 4 (Educação de Qualidade) e ao ODS 10 (Redução das Desigualdades), que orientam práticas inclusivas e a busca por maior equidade no acesso e na permanência de estudantes na educação superior. Este estudo, de natureza interdisciplinar, propõe-se a investigar de que maneira o design sensorial de salas de aula e bibliotecas pode contribuir para a permanência, a aprendizagem significativa e o bem-estar de estudantes universitários com Transtorno do Espectro Autista. Para isso, adota-se uma abordagem qualitativa, apoiada em revisão bibliográfica e na análise documental das diretrizes internacionais de acessibilidade sensorial, considerando contribuições da psicologia histórico-cultural (Vigotsky, 1984/2007), da arquitetura inclusiva (Sassaki, 1997; Amaral, 2010; Cintra da Silva, 2005) e de estudos específicos sobre autismo e percepção sensorial (Silva, 2020; Huf et al, 2023; Almeida, 2025). Foram identificadas barreiras recorrentes, como iluminação excessiva, presença de ruídos ambientais, ausência de espaços destinados à regulação sensorial e inadequações no mobiliário. Os resultados indicam que intervenções arquitetônicas, organizacionais e comunicacionais, quando articuladas ao suporte psicológico e pedagógico, favorecem ambientes mais acolhedores e inclusivos. Conclui-se que a incorporação de estratégias de design sensorial, alinhadas a normas técnicas e compromissos globais, pode ampliar a equidade de acesso, promover maior conforto e contribuir diretamente para a permanência de estudantes com TEA na educação superior, fortalecendo o compromisso institucional com a inclusão e a diversidade.

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Publicado

16-01-2026

Como Citar

AYALA, Milena da Silva; AYALA, Mariana da Silva; VALLIM, Amanda Silva. IMPACTO DO DESIGN SENSORIAL DE SALAS DE AULA E BIBLIOTECAS NA PERMANÊNCIA DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Anais do Seminário de Educação Inclusiva da UEMS, Dourados, MS, Brasil, v. 1, n. 1, p. 15, 2026. Disponível em: https://anaisonline.uems.br/index.php/seiUEMS/article/view/11141. Acesso em: 17 fev. 2026.