RELAÇÃO VIDA PRECÁRIA, NECROPOLÍTICA E UNIVERSO TRANS

Fernando Guimarães Oliveira da Silva, Eliane Rose Maio

Resumo


Resumo: Convidamos para conhecer parte de imersões que realizamos no campo da educação. Problematizar o quanto a escola é formatada/normatizada para atender um modelo ideal de ser/existir, reproduzindo, silenciando, apagando a diferença de corpo, de gênero, de raça e de etnia. Colonialmente, assistimos o retorno deliberado dessa tradição. Um exercício doloroso de um governo que odiosamente reatualiza preconceitos, agrava apagamentos existenciais da diferença e torna a educação novamente um espaço de formação acrítica do/da trabalhador/a. Para resistir contra essa onda fascista, realizamos apontamentos filosófico-educacionais com recursos da pesquisa bibliográfica baseada nas teorias pós-críticas em educação. O objetivo é pensar a preservação e a responsabilidade das vidas de mulheres trans (travestis, transexuais e transgêneros) na relação entre educação e sociedade. A partir de tensões no campo dos estudos transfemininos com os efeitos discursivos e concretos do poder de definir normalidade e acesso, observamos possibilidades de articulações de pesquisas butlerianas em especial o conceito de vida precária com pesquisas de Mbembe sobre a política de matabilidade que extermina vidas transfemininas, a questão da necropolítica. Situações que a guisa de conclusão nos levam ao retorno de uma discussão que nosso país acreditava-se avançado, o direito à educação é de quem?

Palavras-chave: Vidas trans. Educação. Vida precária. Necropolítica

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