CASSANDRA RIOS: MULHER, ESCRITORA E LÉSBICA

Izadora Fernanda Reichert Rodrigues

Resumo


Resumo: Nessa comunicação apresentarei um recorte do meu projeto de dissertação de mestrado que visa investigar a relação entre a censura do regime militar e a escrita de autoria feminina e lésbica de Cassandra Rios. A censura às “diversões públicas”, com a promulgação do Ato Institucional número 5 (AI-5) em 1968, atingiu fortemente Rios, escritora nascida em São Paulo na década de 1930. De forma corajosa, a autora transgrede esse período ditatorial ao tocar em assuntos tabus como a prostituição, a sexualidade feminina, o suicídio e a família tradicional, na maioria das vezes, com protagonistas LGBTQI+. Essa transgressão à norma levou Cassandra a ser considerada “A autora mais proibida do brasil”. Em contrapartida, foi a primeira mulher a vender um milhão de obras, ultrapassando nomes como Jorge Amado e Érico Veríssimo. De cunho bibliográfico, essa pesquisa em andamento também visa recuperar seus romances com o apoio da Crítica Feminista. Essa comunicação terá o aporte teórico de Sandra Reimão (1996; 2011; 2015), Douglas Attila Marcelino (2006), Rita Terezinha Schimdt (1995), Foucault (1976; 1979), dentre outros autores. Em diálogo com esses críticos e os temas tabus escolhidos, questiono, dessa forma, o cânone e os motivos que levaram Cassandra a ser campeã de proibições.


Palavras-chave: Autoria de mulheres. Cassandra Rios. Censura. Ditadura militar


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