TRABALHO COLABORATIVO ENTRE GUIA INTERPRETE DE LIBRAS TÁTIL
monitoria e estratégias educacionais com aluno surdocego no ensino superior
Palavras-chave:
Surdocegueira, libras tátil, ensino superiorResumo
A Educação Especial tem o objetivo em buscar a melhoria da igualdade no contexto educacional apontando aspectos significativos, as barreiras evidenciadas e possibilidades para o atendimento das necessidades especiais dentro e fora da sala de aula, com vistas a atender os direitos fundamentais de todos os alunos, em especial das Pessoas com Deficiência (PcD). A Lei 9.394/96 dispõe: “Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”. (BRASIL, Lei 9.394/96). A aprendizagem, afirma Nascimento (2006), será consolidada de acordo com o modo como a pessoa surdocega estabelece seu contato com o meio e este com ela, qual o recurso utilizado na comunicação e a de sua capacidade de ser compreendida e de compreender as demandas do seu universo familiar, acadêmico, social e cultural. Cada vez mais a presença de pessoas com Surdocegueira nas Universidades tem um sentido de desafio aos profissionais de educação e, suscita processos educativos inventivos, principalmente em atividades didáticas que são planejadas e adaptadas no espaço acadêmico. Nesse contexto, as práticas educativas, precisam de estratégias que envolvam interação e acolhida à experiência em diversificadas experimentações. No caso do estudante surdocego, a complexidade dos processos de intervenção perpassa o uso de material em alto-relevo, código braile, comunicação haptica, Libras Tátil e fala ampliada no caso do acadêmico Surdocegueira que ainda tem resíduo auditivo, uso de tela para registro escrito por meio do alfabeto ocidental, escrita na palmada mão entre outros recursos. Este relato apresenta uma experiência de acessibilidade no curso de Filosofia com acadêmico surdocego e as realizações das práticas pedagógicas do trabalho colaborativo entre Guia interprete de Libras Tátil e monitoria do Programa Multidisciplinar de Pesquisa e Apoio a Pessoa com Deficiência (PROPAE), na Universidade Estadual de Maringá- Uem que vem incluindo as Pessoas com Deficiência e Necessidades Educativas Especiais, por meio da Resolução n. 015/2000-CEP/UEM; Lei Estadual n. 13668/2002; Portaria MEC 3.284/2004, Este programa desenvolve ações para viabilizar o ingresso, a permanência e a terminalidade aos acadêmicos com deficiência e com Necessidades Educacionais Especiais (NEE). O PROPAE contribui com a formação de discentes, docentes e demais profissionais da educação superior, bem como representa a UEM em Conselhos e Fóruns que tratam de proposições, implementações avaliações de políticas públicas referentes à Educação Especial e à Inclusão. O objetivo deste relato é divulgar como é realizado o processo de inclusão do acadêmico com surdo cegueira, bem como seu próprio relato e experiências vividas ao longo de sua vida escolar desde a educação básica até o ingresso na Universidade Estadual de Maringá e sua permanência no curso de Filosofia, bem como o apoio pedagógico e a experiência do monitor
que acompanha dentro do Propae, bem como a narrativa descrita por mim, autora deste relato como Guia Interprete de Libras Tátil.