A CONTRIBUIÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA PARA A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORAS EM PEDAGOGIA

Autores

  • Kamila Gabriela Dias de Souza UEMS
  • Giana Amaral Yamin UEMS

Palavras-chave:

documentação.pedagogia.formação

Resumo

Entre as ações que objetivam inserir as múltiplas linguagens no cotidiano de crianças apoiadas pelo projeto “Múltiplas linguagens no cotidiano de bebês e crianças: pesquisa-ação com egressas de Pedagogia UEMS/Dourados”, inserem-se as atividades de Estágio Supervisionado Obrigatório na Educação Infantil, do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. No primeiro semestre deste ano, as referidas ações, dirigidas a uma turma de crianças do Maternal I, formada por crianças de dois a três anos de idade, de uma instituição de Educação Municipal Infantil de Dourados-MS, favoreceram experiências com o brincar com materiais não estruturados. Os encontros com as meninas e os meninos ocorreram semanalmente e foram planejados com orientação de documentos oficiais, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a Base Nacional Comum Curricular, e autores ligados à infância, como Luciana Ostetto, Paulo Fochi, Meirelles e Horn. Durante o processo, as descobertas e hipóteses das crianças foram registradas por meio de documentação pedagógica (acervo imagético dos encontros, relatório descritivo pelas autoras e construção de mini-histórias) e apoiaram a avaliação e o replanejamento das ações, de modo a oportunizarem continuidade da proposta às crianças e a qualidade do desenvolvido. Como resultado, destaca-se a contribuição da experiência para a formação das estudantes de Pedagogia, considerando as possibilidades de reflexão da ação, calcadas na teoria, que embasaram a proposta bem como a percepção de como escutar a turma e planejar as materialidades. O registro e documentação do vivido se tornou indispensável durante o período do estágio. Exigiu uma postura investigativa e um olhar atento às minucias e interações protagonizadas pelas crianças. A documentação não seguiu uma técnica ou
padrão, foi exercida como um documento pessoal das estudantes, como anotação de descobertas das crianças, os anseios vividos, as incertezas, as tentativas, as construções e as hipóteses levantadas. Esses sentidos, portanto, foram posteriormente refletidos no particular e compartilhados com o coletivo das estudantes. Baseadas pelo escrito, o planejamento do percurso foi ganhando forma para oportunizar a continuidade de aprendizagens significativas para as crianças e a análise e reflexão do fazer docente nas propostas idealizadas para o estágio. As mini-histórias, orientadas por Paulo Fochi, se constituíram como uma forma de registro, pois evidenciam instantâneos das descobertas das crianças e mostram a experiência dos adultos. Em conjunto, todas as formas de registro foram essenciais para se pensar a docência, as propostas e socializar as experiências com as estudantes do curso.

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Publicado

2026-06-11

Edição

Seção

EIXO 3: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PLANEJAMENTO, CURRÍCULO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.