MOVIMENTOS SOCIAIS JUVENIS, EDUCAÇÃO E FEMINISMOS

Autores

  • Daniele dos Santos Francisco UFSCar - PPGEd

Palavras-chave:

Palavras-chave: Movimentos Sociais. Educação. Feminismos.

Resumo

Os movimentos sociais são fontes de mudanças e paradigmas geradores de conhecimentos e de caráter político-social com redes de articulações e interação. Para Maria da Glória Gohn (2008), movimentos sociais são “ações sociais coletivas de caráter sociopolítico e cultural que viabilizam formas distintas de a população se organizar e expressar suas demandas”. Os movimentos sociais realizam diagnósticos sobre a realidade social, constroem propostas para ações necessárias (GOHN, 2011, p. 336). .No Brasil, a construção dessa interação ocorreu a partir do fim da década de 1970. Grupos de mulheres foram organizados nos anos 1990 em função de sua atuação na política, criando redes de conscientização de seus direitos e lutas contra as discriminações e
outras pautas (GOHN, 2011, p. 343). Os encontros feministas nacionais e latino americanos se apresentam como espaços de
fortalecimento e discussão interna dos movimentos feministas, agendas, formulações e coalizões. Os feminismos na América Latina surgiram de uma grande diversidade de lutas políticas e sociais.mulheres jovens feministas participaram de um curso de capacitação em feminismo e juventude, organizado pela Rede Latino-Americana e Caribenha de Jovens pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos (REDLAC), após essa capacitação, formou-se o grupo Jovens Feministas de São Paulo e em outros locais no Brasil como Fóruns e Organizações Não Governamentais. As feministas jovens apresentam o discurso não somente em relação às
suas necessidades e sim no poder de decisão dentro dos movimentos. A identificação de “feminista” antes a identificação “jovem” traz o reforço da ideia de luta feminista do movimento e a condição jovem a visibilidade deste grupo dentro do movimento,
contextualizando o feminismos e movimento jovem (ADRIÃO, TONELI E MALUF, 2012). O feminismo mudou a percepção sobre quem são as mulheres, ampliando a definição que antes contemplava apenas as mulheres brancas, abastadas, casadas e com filhos, congregando a humanidade e a feminilidade de mulheres outrora invisíveis: negras, indígenas,  pobres, portadoras de necessidades especiais, idosas, lésbicas, bissexuais, solteiras, e, as transexuais (JESUS, 2013). Segundo Ghon (2011), ações sociais coletivas possuem caráter sociopolítico e cultural que viabilizam a expressão de suas demandas de formas diversas.
Segundo Zanetti (2008), o feminismo inicia-se mais fervorosamente na década de 1960 e desafia o marxismo ortodoxo que tem a centralidade dos movimentos sociais nas lutas de classe. Diante desse contexto, o objetivo deste trabalho é fazer uma breve análise sobre as contribuições dos estudos da juventude e dos movimentos sociais para os movimentos feministas.

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Publicado

2026-06-11

Edição

Seção

EIXO 2: EDUCAÇÃO, DIREITOS HUMANOS, DIVERSIDADE E INCLUSÃO.