ESTRATÉGIAS COMUNICATIVAS COM A PESSOA IDOSA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM CURSO PARA CUIDADORES
Palavras-chave:
idosos, Cuidadores, Enfermagem, ensinoResumo
Introdução: Sabe-se que a comunicação é uma ferramenta fundamental aos seres humanos, visto que constituem-se seres sociais, no qual buscam estabelecer relações, transmitir e obter informações. Cotidianamente, muitas pessoas enfrentam dificuldade de se expressar ou de compreender e interpretar a linguagem da comunicação, especialmente no que se refere a linguagem verbal e não verbal. Por conseguinte, a comunicação com a pessoa idosa pode enfrentar desafios e exigir estratégias adaptativas, visto que déficits de comunicação podem ter implicações cotidianas importantes. No contexto dos cuidadores de idosos, há diversos desafios no que tange a interlocução diária com a pessoa idosa, especialmente naqueles com algum comprometimento cognitivo. Em vista disso, a comunicação assertiva é uma habilidade que todos profissionais devem conhecer e exercitar, especialmente os cuidadores de idosos no contexto de trabalho e assistência a essa população. Objetivo: Relatar a experiência de uma atividade educativa realizada com cuidadores de idosos em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI). Método: Trata-se de um relato de experiência ocorrido no mês de setembro de 2024, acerca de uma atividade educativa sobre comunicação com a pessoa idosa, utilizando metodologia ativa e dinâmicas, desenvolvida em um curso de atualização para cuidadores de idosos de uma ILPI, localizada na região noroeste no estado do Paraná. O curso de atualização é ministrado pelos integrantes de um projeto de extensão intitulado Assistência Domiciliar de Enfermagem às Famílias de Idosos Dependentes de Cuidados (ADEFI), de uma universidade pública do Paraná. Resultados: No primeiro momento, foi conduzida uma dinâmica com os participantes do curso, onde os mesmos foram orientados a colocarem-se em círculo, para realizar uma atividade denominada “Perspectivas Diferentes”, com objetivo de sensibilizar os cuidadores quanto a comunicação, que pode acontecer de diversas formas, especialmente no que tange a comunicação verbal e não verbal, não obstante, a interlocução deve acontecer sempre de maneira concisa e clara para que não haja entendimento ambíguo do que foi transmitido. Em seguida, através de uma atividade intitulada “verdadeiro ou falso da comunicação”, foram abordadas as principais orientações de comunicação com a pessoa idosa descritas no Caderno de Atenção Básica 19, que trata sobre o envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Os aspectos abordados foram: o uso de frases curtas e objetivas, a infantilização da pessoa idosa, uso de termos inapropriados, a necessidade de comunicar-se sempre de frente, sem cobrir a boca, evitar ambientes ruidosos, falar de forma clara e pausada, aumentar o tom de voz somente se necessário, articular bem as palavras, falar em ambientes iluminados e utilizar a comunicação não verbal. Considerações finais: Observou-se o quanto a utilização de metodologias ativas e dinâmicas contribuíram para a troca de experiências e ensino sobre a comunicação com a pessoa idosa. Sabe-se que a interlocução não deve acontecer apenas de maneira intuitiva, mas com relação ao idoso, especialmente naqueles com declínio cognitivo, deve seguir algumas orientações, que possibilitam um melhor diálogo, compreensão do que se pretende transmitir, bem como viabiliza uma melhor relação entre cuidador e pessoa idosa assistida.
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