INTER-RELAÇÃO DE TELE-SAÚDE E ASSISTÊNCIA PRESENCIAL NA SAÚDE INFANTIL.

Autores

  • Daiane Yi Jue Zhou Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul
  • Margareth Soares Dalla Giacomassa Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul
  • Cássia Barbosa Reis Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Telessaúde; pediatria; telenfermagem; consulta de enfermagem

Resumo

Introdução: A pandemia de Covid-19 catalisou mudanças significativas nos cuidados de saúde. A telessaúde emergindo como uma ferramenta essencial para manter a qualidade no atendimento à distância. No contexto da pediatria e puericultura, a integração da telessaúde com consultas presenciais tornou-se crucial para garantir a continuidade e qualidade dos cuidados. Objetivo: Analisar publicações que versem sobre a telenfermagem integrada ao atendimento presencial na saúde infantil, abordando as práticas dos profissionais de enfermagem. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa, seguindo seis fases metodológicas. A questão norteadora foi elaborada com base na estratégia PICO, focando na aceitação e percepção de teleconsultas dos profissionais de saúde/enfermeiros sobre o atendimento em pediatria. O levantamento bibliográfico abrangeu artigos publicados entre 2017 e 2024 nas bases de dados SciELO, LILACS e BDENF. Resultados: A busca resultou em 15 publicações, das quais quatro foram selecionadas para análise completa. Entre os artigos revisados, destacaram-se: a percepção dos enfermeiros sobre a teleconsulta, a influência da distância na comunicação interpessoal, e as normas éticas e legais da telepediatria. Conclusões/Considerações Finais: A integração da telessaúde com o atendimento presencial na saúde infantil mostra-se uma estratégia eficaz para ampliar o acesso e garantir a continuidade dos cuidados. A telessaúde, embora valiosa, não substitui o atendimento presencial, que é essencial para exames físicos e avaliações diagnósticas precisas. A aceitação e a prática de telessaúde pelos profissionais de saúde, acompanhadas de normativas éticas e legais robustas, são cruciais para garantir a eficácia e segurança do atendimento. A formação contínua e a capacitação tecnológica dos enfermeiros são fundamentais para integrar a telessaúde à prática clínica, garantindo um cuidado pediátrico abrangente, seguro e de alta qualidade. A sinergia entre inovação digital e atendimento presencial é vital para um sistema de saúde mais acessível e eficiente no futuro.

Biografia do Autor

  • Margareth Soares Dalla Giacomassa, Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

    Possui graduação Bacharelado e Licenciatura em Enfermagem e Obstetrícia pela UNIJUI, UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Especialização Latu Sensu em Administração Hospitalar pela Pontifica Universidade Católica de Porto Alegre - PUC/RS, e Metodologia do Ensino Superior, UNIGRAN - MS,especialização Docência em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Porto Alegre/ RS/UFRGS. Mestre em Psicologia e Saúde, no programa de pós graduação mestrado e doutorado em psicologia área de concentração - Psicologia da Saúde, pela UCDB- Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande /MS. Docente: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul,UEMS; no curso de Enfermagem nas seguintes disciplinas: Saúde da Criança e Adolescente I e II , estágio curricular obrigatório. Docente curso de enfermagem, extensão Costa Rica MS. Docente nas residências multiprofissional materno-infantil saude indigena e Uniprofissional: Enfermagem Obstétrica. Coordenação da residência Materno Infantil HU e UFGD.

  • Cássia Barbosa Reis, Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

    Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Maringá (1990), com especialização em saúde coletiva (1995), mestrado (2005) em Saúde Coletiva, doutorado (2012) e pós-doutorado (2018) em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Foi diretora de Estudos e Pesquisa em Enfermagem da Associação Brasileira de Enfermagem Nacional na gestão 2020 e Presidente da ABEn MS na gestão 2016/2019. Atualmente é professor assistente da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), membro de comissão municipal de Sistematização da Assistência de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, professora convidada da Universidade Federal da Grande Dourados para a residência multiprofissional e residência em enfermagem obstétrica, Docente permanente do Programa de Mestrado Profissional Ensino em Saúde da UEMS e Diretora de Estudos e Pesquisas em Enfermagem na ABEn Nacional, gestão 2023/25. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem em Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, representações sociais, educação em saúde, populações em situação de vulnerabilidade e pesquisa qualitativa.http://orcid.org/0000-0002-8000-6482https://www.researchgate.net/profile/Cassia_Reis

Publicado

24/08/2026

Como Citar

INTER-RELAÇÃO DE TELE-SAÚDE E ASSISTÊNCIA PRESENCIAL NA SAÚDE INFANTIL. (2026). Simpósio De Ensino Em Saúde, 10. https://anaisonline.uems.br/sies/article/view/9800