Relação entre polifarmácia e os idosos que tiveram COVID-19.

Autores

Palavras-chave:

Covid-19, Medicamento, Idoso

Resumo

Introdução: Os idosos apresentam um declínio natural de suas reservas funcionais, contudo, algumas circunstâncias levam ao desenvolvimento de patologias. Pensando no idoso na COVID-19, principalmente os que já têm doenças crônicas (DCNT), quando há associação entre DCNT e o COVID-19, pode-se perceber o desenvolvimento de sintomas persistentes ou a chamada polimorbidade, que pode afetar as atividades de vida diária e levar a necessidade de usar diversos medicamentos. Porém, devemos nos atentar ao fato de que a fragilidade do idoso o expõe a riscos de eventos adversos, por isso há necessidade de estudar a polifarmácia em idosos no pós-COVID-19. Objetivo: Investigar o uso de medicamentos pelos idosos que testaram positivo para a COVID-19. Método: Trata-se de um estudo de abordagem documental e quantitativa,  realizado entre setembro de 2022 a maio de 2023, com 39 idosos que tiveram COVID-19, desenvolvido pelo programa de Educação pelo Trabalho para a  Saúde (PET-Saúde), vinculado ao projeto de extensão denominado Assistência Domiciliar de Enfermagem às Famílias de Idosos Dependentes de Cuidados (ADEFI), desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Maringá. Os dados foram armazenados em planilha eletrônica. Todos os preceitos éticos foram respeitados (CAAE: 66831223.60000.0104, Parecer: 6.197.090/2023). Resultados: A maioria é do sexo feminino (76,9%), com história patológica progressiva mais prevalente de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) 66,7% e Diabetes Mellitus (DM) 25,64%. A HAS é um importante fator de risco a doenças cardíacas, além disso, a DM tem prevalência quatro vezes maior em idosos com essa comorbidade, consequentemente, há a necessidade de associação de medicamentos. Notou-se também que 82,02% usam mais de 2 fármacos diariamente. Assim, a polifarmácia aumenta o risco de interações medicamentosas, de reações adversas e de morbimortalidade. Ainda notou-se que alguns usam da auto medicação, sem prescrição médica, principalmente os analgésicos. Por isso, a COVID-19 pode ter impactado no uso desordenado de medicamentos, no qual, um estudo demonstrou um aumento de 21,87% no emprego da polifarmácia entre idosos no Pós-COVID-19. Conclusão: Nota-se que a COVID-19 pode ter influenciado na incidência do uso de fármacos, considerando que a polifarmácia tem sido empregada recorrentemente. Assim, é preciso investir em equipes de saúde preparadas para instruir esses idosos.

 

Biografia do Autor

  • Rafaela Ferreira Machado, Universidade Estadual de Maringá

    Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Foi bolsista de Iniciação Científica da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul / Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEMS (PIBIC). Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Extensão Universitária (PIBEX). Colaboradora do Projeto de Extensão denominado "Jalecando com Elas!". Publicou um capítulo no livro "SAÚDE E EDUCAÇÃO Saberes, Práticas e Olhares Interdisciplinares". Tem experiência na área de Enfermagem, acompanhando principalmente os seguintes temas: processo educativo em saúde, teoria de enfermagem, educação.

     
  • Eloise Panagio Silva, Universidade Estadual de Maringá

    Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2018) . Participa do projeto de extensão e pesquisa intitulado "Assistência de Enfermagem a Idosos dependentes de Cuidado" (ADEFI). Foi bolsista no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC/CNPq - Fundação Araucária - UEM (2017-2018). Enfermeira especialista pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2019-2021). Atuou como Enfermeira no Hospital Paraná - Maringá-PR (2021-2023). Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2022-2024). Atualmente Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2024).

  • Guilherme Malaquias Silva, Universidade Estadual de Maringá

    Graduado em Enfermagem pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) (2021).Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2024). Doutorando no Programa de Pós-graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá. Exerceu no ano de (2018- 2019) estágio remunerado na Secretaria Municipal de Saúde, setor de Vigilância Alimentar e Nutricional PMAQ. Foi cofundador do Centro Acadêmico de Enfermagem (CAENF) da Universidade Estadual do Paraná, no qual atuou como Secretário II e Coordenador de imprensa e divulgação durante o primeiro mandato (2018-2019). Atualmente integra o Grupo de Estudos e Pesquisa em Práticas Educativas na Saúde - GEPPES sob coordenação da Profa. Dra. Vanessa D. A. Baldissera. Coordenador do Projeto de extensão Assistência Domiciliar de Enfermagem às Famílias com Idosos Dependentes de Cuidados. Afinidade com gestão em Saúde, atenção primária, saúde do idoso, pediatria e segurança do paciente.

  • Marcela Fernandes Travagim, Universidade Estadual de Maringá

    Realizou junto ao Ensino Médio o Curso de Formação de Docentes pelo Colégio Estadual James Patrick Clark, que permite a atuação na docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Graduação/Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), campus Paranavaí. Atualmente mestranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá - UEM. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Práticas Educativas na Saúde - GEPPES, e do Projeto de extensão Assistência Domiciliar de Enfermagem às Famílias com Idosos Dependentes de Cuidados - ADEFI.

  • Vanessa Denardi Antoniassi Baldissera, Universidade Estadual de Maringá

    É graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Maringá (1996), mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá (2005) e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (2010). Tem experiência na área de atenção básica, com ênfase em gestão em saúde e práticas educativas. É pesquisadora em práticas educativas nas interfaces com formação em saúde, desenvolvimento de recursos humanos, envelhecimento, lazer e sexualidade. Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Práticas Educativas em Saúde (GEPPES/CNPQ). Atualmente é docente na graduação e pós-graduação em enfermagem na Universidade Estadual de Maringá.

  • Viviani Camboin Meireles, Universidade Estadual de Maringá

    Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1999), mestrado em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2006) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (2019). Atualmente é professora da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Administração Hospitalar, atuando principalmente nos seguintes temas: idoso, enfermagem, programa de saúde da família, cuidados de enfermagem e administração em enfermagem.

Publicado

24/08/2026

Como Citar

Relação entre polifarmácia e os idosos que tiveram COVID-19. (2026). Simpósio De Ensino Em Saúde, 10. https://anaisonline.uems.br/sies/article/view/9781