INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
Palavras-chave:
Inclusão, Universidade, SociedadeResumo
Este estudo realiza uma revisão bibliográfica sobre a inclusão social de pessoas com deficiência no ensino superior, buscando compreender as barreiras e possibilidades de efetivação desse direito. Apesar dos avanços legais e políticos conquistados nas últimas décadas, a realidade das universidades brasileiras ainda revela limitações estruturais, culturais e atitudinais que dificultam o acesso, a permanência e a plena participação desses estudantes. A pesquisa fundamenta-se em autores clássicos e contemporâneos, com destaque para a teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas, que defende a importância do diálogo e da racionalidade comunicativa como instrumentos de construção de uma sociedade inclusiva e democrática. Os resultados apontam que a inclusão deve ser entendida não apenas como o acesso formal às instituições, mas como um processo contínuo que exige a desconstrução de barreiras físicas, pedagógicas e simbólicas. Nesse sentido, a universidade, enquanto instituição social, precisa assumir a responsabilidade de promover ambientes acolhedores, plurais e acessíveis, garantindo igualdade de oportunidades. Contudo, observa-se que políticas públicas de caráter compensatório, muitas vezes atreladas a um modelo neoliberal, não são suficientes para romper com as desigualdades históricas. Assim, o desafio vai além da expansão do número de vagas, sendo necessário repensar os critérios de admissão, assegurar condições adequadas de permanência e promover mudanças culturais que valorizem a diversidade. Conclui-se que a inclusão no ensino superior requer ações efetivas e coletivas que ultrapassem a retórica e se materializem em práticas institucionais. A superação das barreiras atitudinais e a valorização da pluralidade humana são fundamentais para a construção de um ambiente universitário verdadeiramente democrático. A inclusão, portanto, não deve ser vista como um fim, mas como um processo permanente, capaz de transformar a sociedade em um espaço comum, justo e participativo.
Referências
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