ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR
RELATO DE EXPERIÊNCIA NO CURSO DE AGRONOMIA DA UEMS/CASSILÂNDIA
Palavras-chave:
Atendimento Educacional Especializado, Agronomia, InclusãoResumo
O presente relato descreve a experiência de acompanhamento de um estudante do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Cassilândia. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem desempenhado papel fundamental para a permanência e aprendizagem do acadêmico, promovendo estratégias de inclusão, acessibilidade e adaptação curricular. Entre as práticas utilizadas destacam-se o uso do ambiente virtual Moodle, o acompanhamento síncrono de atividades, a mediação de dúvidas e a utilização de recursos audiovisuais, como vídeos do YouTube, para favorecer a compreensão de conteúdos. A principal dificuldade do estudante está relacionada aos cálculos, exigindo adaptações em atividades e materiais, de modo a possibilitar melhor assimilação e participação no processo de ensino-aprendizagem. Observou-se maior engajamento do discente em práticas de campo e de laboratório, que despertam interesse e contribuem significativamente para sua formação acadêmica e profissional. Além disso, as adaptações de conteúdos são realizadas de forma contínua, respeitando as necessidades apresentadas ao longo do percurso formativo. O relato evidencia a importância do AEE no ensino superior, não apenas como suporte pedagógico, mas como estratégia de inclusão que possibilita ao aluno projetar-se no mercado de trabalho dentro de sua área de formação. Conclui-se que a atuação do AEE fortalece a autonomia, amplia as oportunidades de aprendizagem e contribui para o cumprimento do direito à educação inclusiva, conforme previsto na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Essa experiência reforça a necessidade de políticas institucionais que assegurem não somente o acesso, mas a permanência qualificada de estudantes em cursos de graduação, favorecendo uma educação mais democrática e equitativa.
Referências
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 1996.
BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.
GLAT, R.; BLANCO, V. E. Educação especial no contexto de uma educação inclusiva. Revista Brasileira de Educação, v. 12, n. 36, p. 21-35, 2007.
KENSKI, V. M. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2012.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2003.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Lucas Roberto Machado Simões, Matheus Apolinário Andrade de Paula

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.