ADOLESCENDO COM CONHECIMENTO: ORIENTAÇÕES SOBRE VIOLÊNCIA SEXUAL E DOMÉSTICA

Milena Costa Valadares, Jair Rosa dos Santos

Resumo


A cada ano, mais jovens sofrem com violência sexual e doméstica que são passíveis de ocorrer em todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas. Na criança e no adolescente, este tipo de trauma pode comprometer a personalidade em formação, dificultar o aprendizado e influenciar negativamente no respeito a si mesmo e aos outros. O objetivo principal é proporcionar um espaço seguro para a informação e discussão de temas relacionados à violência sexual e doméstica para adolescentes das escolas municipais e estratégias de saúde da família de Dourados/MS, estimulando a reflexão dos adolescentes acerca da sua saúde, mudanças corporais, sexualidade, autocuidado, escolhas de vida e meio em que vivem. A partir de manuais do Ministério da Saúde, foi utilizada metodologia ativa na orientação de crianças e adolescentes dos 12 aos 19 anos, matriculados regularmente do 5º ao 9º ano, com palestras, dinâmicas de grupo, rodas de conversa e aulas expositivas dialogadas, visando o empoderamento e conhecimento para a identificação precoce dos sinais e eventual prevenção da violência doméstica e sexual, em um ambiente livre de coerção ou discriminação. Inicialmente as ações foram realizadas na Escola Municipal Aurora Pedroso de Camargo e em seguida transferidas para a Escola Municipal Elza Farias Kintschev Real com parceria da Unidade Básica de Saúde Ramão Vieira. A adolescência é um período que o indivíduo se depara com várias questões que muitas vezes não são esclarecidas adequadamente ou são ignoradas. A abordagem utilizada permitiu que os adolescentes estabelecessem um vínculo de confiança com a autora e com o processo, estimulando a participação ativa dos envolvidos. A violência doméstica pode manifestar-se por maus-tratos, que vão desde negligência até formas mais intensas de abuso físico e exploração sexual. Após avaliar os relatos da composição e relacionamento familiar dos alunos, percebeu-se que a negligência aparece como a violência mais frequente, além disso, experiências de violência relacionaram-se ao aparecimento de comportamentos não adaptativos, impulsivos e abuso de substâncias psicoativas. A partir desde trabalho, percebe-se que os jovens enfrentam o processo de adolescer de forma mais responsável e informada, com menores riscos para ao fazerem suas escolhas, além disso, identificamos o adolescente como agente transformador que, munido de conhecimento, é capaz de informar e modificar hábitos familiares e do ambiente que o cerca.


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