AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM MULHERES DA COMUNIDADE QUILOMBOLA “TIA EVA MARIA DE JESUS”: PLANEJAMENTO FAMILIAR E AGRAVOS PREVALENTES

Barbara Mayumi Ferri, Erika Kaneta Ferri, Soares Luzinátia Ramos

Resumo


As iniquidades sofridas pela população negra no que diz respeito principalmente ao acesso à saúde, espelham o racismo ainda enraizado que causa afastamento não só dos serviços de saúde como também se manifesta na evasão escolar, contribuindo duplamente para a marginalização dessa população muitas vezes já em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto a mulher negra sofre dupla discriminação: a de gênero e a de raça. Há agravos mais prevalentes nessa população, como a violência doméstica, doenças genéticas (ex. anemia falciforme), doenças por condições desfavoráveis (ex. HIV, diabetes, hipertensão, depressão), uso abusivo de álcool e drogas, e os de tratamento dificultado ou evolução agravada como o câncer e as miomatoses causando mais mortalidades do que nas demais populações. Este projeto de extensão tem como objetivo desenvolver ações em saúde com mulheres negras da comunidade quilombola, realizadas em várias locais, entre eles a Associação dos Descendentes de Tia Eva, Igreja São Benedito e o Centro Educacional Infantil Tia Eva. Houve reuniões prévias com o líder da comunidade para o planejamento das atividades com a escolha do tema e definição de datas para as ações. Os materiais didáticos utilizados foram confeccionados pelos acadêmicos sob supervisão da coordenadora do projeto e ademais colaboradores. Foram realizadas 10(dez) atividades, com maior público de 31 mulheres e média de 12, em várias atividades os homens também fizeram-se presentes. Os principais temas abordados foram: planejamento familiar, sintomas e sinais das doenças prevalentes e a prevenção das mesmas. Durante as atividades observou-se interesse das participantes pela temática, expondo dúvidas, relatos e troca de experiências, especialmente entre as mais jovens. Já as mais velhas se centravam em buscar informações sobre as doenças crônico degenerativas. Em suma, pode-se concluir que as ações realizadas tiveram impacto positivo na saúde da comunidade, onde as informações apreendidas e experiências trocadas acerca de sinais de alarde de várias doenças, procura ao serviço de saúde, medidas rotineiras preventivas e planejamento familiar serão utilizadas posteriormente por essas mulheres afim de ratificar o acesso universal e equitativo à saúde.


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