O TEMPO NAS LÍNGUAS KAINGÁNG E KAIOWÁ

Diana Pacheco de Souza, Liliana Paredes Moreno

Resumo


O presente trabalho apresenta e analisa, de forma preliminar, dados de duas línguas indígenas faladas, atualmente, no Brasil descrevendo o tempo em cada uma delas. Muito se tem estudado a descrição de línguas do mundo a fim de preservá-las e não deixarem cair em esquecimento. Mais comumente, no Brasil, estudiosos se interessam pelas línguas indígenas, as quais muitas estão morrendo, o que leva a uma questão: por que estão morrendo? A pesquisa pretende apresentar um aspecto de duas línguas distintas, a partir de estudos já feitos, a fim de entender como funciona uma pesquisa descritiva das línguas. É importante destacar que o trabalho de descrição é árduo e difícil, por isso leva muito tempo, muita pesquisa e estudo. Não se pretende aprofundar na descrição das línguas, é um estudo preliminar para pesquisas posteriores. As línguas analisadas são Kaiowá e Kaingáng, pertencentes a duas famílias linguísticas distintas, como o Tupi-Guarani e a família Macro-Jê. Será feita uma abordagem a temas como: partículas referentes a tempos, adjuntos adverbiais, relação de anterioridade ao Momento da Fala (MF), localizando o evento no Tempo e como se estabelece em cada língua. Tomou-se como base teórica duas teses em que abordam as línguas em questão. O objetivo da pesquisa é distinguir como o tempo é lidado em cada língua e quais palavras estão relacionadas ao tempo. Além de uma simples análise morfossintática, o objetivo é levar o leitor à importancia de descrever a gramática de uma língua. Os resultados mostram as diferenças entre as citadas línguas e, principlmente, as semelhanças que consistem em que ambas usam palavras específicas para se referir a um determinado tempo. Entretanto, as diferenças estão em como cada língua se refere ao dito tempo, ou seja, todas as línguas se referem à nomenclatura presente, passado e futuro para se posicionar no tempo?

 

Palavras chave:  Língua. Kaiowá. Kaingang.


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