A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DE GRAMSCI

Patrícia Pato dos Santos, Dayse Centurion da Silva

Resumo


Destina-se o presente artigo a apresentar reflexões acerca da política de educação integral estabelecida ao longo da história da educação brasileira, diante da ideia de que as políticas públicas são articuladas de acordo com o planejamento da sociedade e viabilizadas por meio da ação do Estado, de acordo com o projeto que se enseja aplicar na sociedade num determinado período. Para compreender o objeto de estudo fez-se opção por uma abordagem teórica fundamentada na filosofia da práxis, utilizando-se de pesquisa bibliográfica e documental. Buscou-se compreender a incorporação da demanda por educação em tempo integral à agenda da política pública de educação de maneira intersetorial, sob a justificativa da busca pela equidade e qualidade do ensino para a população. Considerando-se as reflexões propostas, Ao realizar uma incursão pela política de educação integral no Brasil pretende-se demonstrar a contemporaneidade do conceito de escola unitária proposto por Gramsci, como estratégia para a superação da contradição entre uma uma educação para a formação de grupos dirigentes e uma educação compensatória para os grupos em condições de vulnerabilidade social, reiterando a função social do currículo como forma de garantir o direito à aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes por meio de ações e atividades que contemplem a promoção de atitudes que se materializam na formação humana integral, gerando a reflexão crítica e a autonomia destes.

  

Palavras-chave: Política de educação. Educação integral. Escola unitária. Gramsci.

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