NO GIRO DA RODA: SABERES QUE DANÇAM

Autores

  • Gabriela de Freitas DIAS Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Ellen Regina Domingos SIMPLÍCIO Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Suzane COSTA Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Matheus Vinicius de Sousa FERNANDES Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Aline Serzedello Neves VILAÇA Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Danças Populares Brasileira, Simbologia da Roda, Educação em Arte

Resumo

O presente resumo busca apresentar as atividades pedagógicas realizadas no Programa de Iniciação à Docência (PIBID), no município de Campo Grande-MS, na disciplina de Arte, com ênfase nos conhecimentos da linguagem da dança, que é a especificidade do curso das acadêmicas, Gabriela¹ e Ellen2. Os temas suleadores desta pesquisa são: as danças populares, nacionais e regionais, como a Ciranda de Roda e o Siriri, tendo como característica marcante, e predominante nessas manifestações a Roda. Foram traçados caminhos pedagógicos, partindo do próprio princípio da roda (NOGUERA, 2017), sua simbologia e disruptura das normas tradicionais de ensino em que é constantemente reafirmado pela fileira. Propor a roda, enquanto potencial pedagógico, para trabalhar aspectos como a coletividade e o senso de comunidade, abre infinitas possibilidades de atravessamentos para as crianças, pois na roda é desenvolvida a relação com o outro, consigo mesmo, e com todes que compõem a roda, em sintonia e pulsação. A roda é um organismo vivo, experienciado de forma cinestésica, provoca saberes e conhecimentos outros para além da formação técnica de mão de obra, reconhecendo e evidenciando a criança enquanto ser cultural. A professora supervisora Suzane3 tem como pesquisa as danças regionais na escola (COSTA, 2023), auxiliando e encorajando em todas as práticas pedagógicas as provocativas e tensionamentos propostos pelas acadêmicas. Como metodologia, foram compostos nos planos, jogos que estimulam o senso coletivo para sua realização. Assim como a própria realização da roda e os passos de dança em cada manifestação analisada, evidencia-se a diferença entre a roda e as fileiras: na roda, todos permanecem no mesmo campo de visão, eliminando o distanciamento habitual entre estudante e docente, que deixa de ocupar a posição de liderança à frente para se colocar ao lado, em conjunto. As aulas de dança ocupam um lugar de ruptura com alguns paradigmas da educação tradicional, mesmo perpassando por razões objetivas como fatores históricos e habilidades motoras, o ensino das artes e a interdisciplinaridade, inerentes em suas práticas proporcionam um desenvolvimento sensível e identitário, uma vez que, ao trabalhar com a Arte, temos espaço para abordar temas que não são alcançados por demais disciplinas. Ao trabalhar danças populares na escola, além da contextualização cultural e histórica que demonstram as dimensões do Brasil, também exercita a infância brincante com respeito às diferenças e diversidades dentro e fora de sala de aula. Dançar em roda começa com o afastamento das cadeiras e os estudantes em pé, rompendo com a lógica da linearidade e do foco no aprendizado reprodutivo, abrindo espaço para um desenvolvimento coletivo que desempenhe a autonomia e o protagonismo da criança. Dançar em roda é reescrever uma prática ancestral de fortalecimento e união daquele grupo ou comunidade, é despertar memórias ancestrais e saberes afro-indígenas que foram silenciados pela lógica positivista do ensino tradicional. Percebemos o valor de exercitar a dança em roda como ato simbólico, ancestral, além de trabalhar e desenvolver aspectos importantes como as interseções entre subjetividades e coletividade, uma perspectiva do viver e aprender numa lógica colaborativa e não competitiva.

Biografia do Autor

Gabriela de Freitas DIAS, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Discente do Pibid Dança

Ellen Regina Domingos SIMPLÍCIO, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

– Discente do Pibid Dança

Suzane COSTA, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Supervisora do Pibid Dança ; (docente do curso)

Matheus Vinicius de Sousa FERNANDES, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Coordenador do Pibid Dança

Aline Serzedello Neves VILAÇA, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

– Coordenadora Pibid Dança

Referências

Enepex 2025

Publicado

2026-02-19

Como Citar

DIAS, G. de F., SIMPLÍCIO, E. R. D., COSTA, S., FERNANDES, M. V. de S., & VILAÇA, A. S. N. (2026). NO GIRO DA RODA: SABERES QUE DANÇAM. ANAIS DO EGRAD, (14). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/egrad/article/view/11385

Edição

Seção

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES