A GENÉTICA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTRIBUIÇÕES DA AULA EXPOSITIVA DIALOGADA
Palavras-chave:
Ensino de Ciências, PIBID, ContextualizaçãoResumo
Um dos grandes desafios enfrentados pelos professores de Ciências e Biologia, é encontrar um método eficaz para a introdução de um conteúdo complexo e abstrato como o de genética, devido à dificuldade de relacionar o tema com o cotidiano dos alunos. Por isso, é de suma importância uma organização do ensino que permita a contextualização do conteúdo, possibilitando um ensino que tenha significado e sentido aos estudantes. Nesse cenário, a aula expositiva dialogada, apesar de muitas vezes ser subestimada em relação a outras metodologias mais dinâmicas, desempenha um papel fundamental na introdução de novos conteúdos, pois é a partir deste momento teórico inicial que possibilitamos aos alunos a construção de uma base conceitual que antecede o momento reflexivo e prático. Pensando nisso, nós bolsistas integrantes do PIBID/UEMS – subprojeto Biologia /Mundo Novo - MS ministramos quatro aulas, nos dias 06 e 09 de maio de 2025, à aproximadamente 35 alunos do 9º ano do ensino fundamental, da Escola Estadual Castelo Branco em Mundo Novo – MS; as duas primeiras aulas foram expositivas dialogadas, com o objetivo de introduzir o conteúdo de Hereditariedade e Genética Mendeliana, enquanto as aulas seguintes foram destinadas para a aplicação e correção de exercícios. Para o desenvolvimento das aulas, utilizamos projetor multimídia para a apresentação dos slides e iniciamos com uma avaliação diagnóstica, afim de investigar o conhecimento prévio dos alunos sobre os conceitos básicos da genética, a partir de perguntas simples que nos orientaram sobre como prosseguir com a aula; como resultado percebemos que os alunos tinham dificuldade em descrever conceitos como genes, DNA e hereditariedade. Nosso próximo passo foi a contextualização, a qual é fundamental para que os alunos compreendam conteúdos complexos como os de genética, por meio dos seguintes questionamentos: com quem você se parece? Seus pais se parecem com seus avós? Seu cabelo é igual ao do seu pai ou da sua mãe? Como você explica isso? Para melhor visualização, trouxemos imagens que exemplificam os conceitos de genótipo e fenótipo, além disso utilizamos características físicas dos próprios alunos para demonstrar de forma contextualizada como os genes se expressam através dos fenótipos, tal como a cor do cabelo, dos olhos, a altura, entre outras características. Na etapa dedicada à genética mendeliana, após a apresentação de Gregor Mendel e de seus experimentos com ervilhas, abordamos os conceitos de alelos homozigotos e heterozigotos, bem como o uso do quadro de Punnett para os cruzamentos genéticos, usando exemplos de fácil compreensão como a cor da pele e dos olhos que, mesmo sendo características poligênicas, foram utilizadas apenas para mostrar o raciocínio dos cruzamentos, além de condições genéticas como o albinismo e a polidactilia. Em seguida, os próprios alunos assumiram o papel de protagonistas em uma prática demonstrativa, simulando os cruzamentos e visualizando, de forma interativa, como ocorrem as combinações genéticas. Por meio deste trabalho, ressaltamos a importância da contextualização para os processos de ensino e de aprendizagem, em especial da genética, vinculando o conteúdo às suas aplicações fora do ambiente escolar e às experiências cotidianas dos estudantes.
Referências
ENEPEX 2025