RELATO DE EXPERIÊNCIA: USO DE MAQUETES COMO RECURSO LÚDICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS EM UMA ESCOLA DE MUNDO NOVO

Autores

  • Maria Gabriela da Silva MOTTO Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Rita Cassiana Molmelstet TOMAZINI Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Natália de Oliveira dos SANTOS Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Sandra Mara STROHER Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Vanessa PONTARA Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave:

Recursos lúdicos, PIBID, inclusão escolar

Resumo

As atividades lúdicas em sala de aula, como jogos, brincadeiras, dinâmicas e recursos interativos, configuram-se como estratégias pedagógicas eficazes para favorecer a aprendizagem. Ao despertar o interesse, estimular a imaginação, promover a socialização e facilitar a memorização, essas práticas são indicadas significativamente para a retenção de conteúdos e para o desenvolvimento integral dos alunos. Sua aplicação pode ocorrer de formas diversas, adaptando-se às necessidades e à realidade de cada contexto escolar. A introdução de novos conteúdos, entretanto, frequentemente apresenta desafios, uma vez que os alunos possuem diferentes estilos e ritmos de aprendizagem, bem como dificuldades cognitivas e socioemocionais. Nesse cenário, torna-se essencial buscar abordagens diferenciadas que incentivem a participação ativa e o engajamento. Com essa perspectiva, entre os dias 19 e 23 de maio de 2025, as bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/UEMS – Mundo Novo, MS) desenvolveram uma experiência pedagógica junto a uma turma do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Castelo Branco no decorrer de 4 encontros de 50 minutos cada. O objetivo foi facilitar a compreensão de conteúdos de Ciências, especificamente sobre a estrutura e função das células animais e vegetais, por meio de uma metodologia visual e interativa. A atividade consistiu na utilização de maquetes tridimensionais representando células eucariontes animais e vegetais. A turma foi dividida em grupos de 7 a 10 alunos, permitindo que todos pudessem manipular as peças, identificar organelas e relacionar suas funções ao conteúdo treinado. Essa abordagem prática, aliada à explicação orientada pelas bolsistas, estimulou a curiosidade científica e possibilitou que conceitos abstratos fossem compreendidos de forma concreta. Os resultados distribuídos foram extremamente positivos, com a participação e o interesse aumentados de maneira voluntária, inclusive entre alunos que, em aulas regulares, apresentaram menor envolvimento e dificuldades em acompanhar as atividades. A interação em grupo favoreceu a troca de conhecimentos, a construção coletiva de saberes e o desenvolvimento de habilidades sociais. Entretanto, acordou-se que alguns alunos demonstraram timidez ou insegurança para participar das discussões coletivas. Para atender a essa demanda, os bolsistas adotaram atendimento individualizado, esclarecendo dúvidas de forma personalizada e promovendo a inclusão desses alunos na dinâmica. Essa estratégia garantiu que todos atingissem os objetivos de aprendizagem propostos. A experiência reforçou a importância de o professor estar preparado para lidar com a diversidade de personalidades, temperamentos e necessidades presentes no ambiente escolar. Adotar metodologias dinâmicas e atividades interativas mostraram-se essenciais para criar um processo de ensino-aprendizagem mais atraente e eficiente. Além disso, ficou evidente que a atenção às necessidades individuais e o incentivo à participação ativa são fatores determinantes para promover a inclusão, o engajamento e o desenvolvimento integral dos alunos.

Biografia do Autor

Maria Gabriela da Silva MOTTO, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Bolsista PIBID/UEMS, Mundo Novo;

Rita Cassiana Molmelstet TOMAZINI, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Bolsista PIBID/UEMS, Mundo Novo;

Natália de Oliveira dos SANTOS, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Bolsista PIBID/UEMS, Mundo Novo;

Sandra Mara STROHER, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Professora Supervisora PIBID/UEMS, Mundo Novo;

Vanessa PONTARA, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Professora Coordenadora de área PIBID/UEMS, Mundo Novo.

Referências

ENEPEX 2025

Publicado

2026-02-19

Como Citar

MOTTO, M. G. da S., TOMAZINI, R. C. M., SANTOS, N. de O. dos, STROHER, S. M., & PONTARA, V. (2026). RELATO DE EXPERIÊNCIA: USO DE MAQUETES COMO RECURSO LÚDICO NO ENSINO DE CIÊNCIAS EM UMA ESCOLA DE MUNDO NOVO. ANAIS DO EGRAD, (14). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/egrad/article/view/11354

Edição

Seção

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE