Um OLHAR SOBRE AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E ESTRUTURAIS NA ESCOLA
Palavras-chave:
PIBID, formação docente, comunidade escolarResumo
Este trabalho enquanto relato de experiência analisa as práticas pedagógicas e a estrutura física da Escola Municipal João de Paula Ribeiro, em Campo Grande (MS). A análise foi baseada em experiências diretas e nas observações realizadas no primeiro bimestre de 2025 e nas anotações das trocas de saberes, entre discente e a professora regente, especialmente sobre possíveis temáticas a serem abordadas em sala de aula. Essas ações fazem parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Essa parte do processo, tem como objetivo aproximar a formação teórica à prática pedagógica. Durante o período de desenvolvimento do projeto o objetivo principal foi compreender como o espaço escolar e as interações que ocorrem nele influenciam o processo de ensino aprendizagem, comparando a teoria com a realidade vivenciada por alunos, professores e equipe gestora. O estudo focou em três pontos principais: a estrutura física da escola, as interações entre os diferentes membros da comunidade escolar e a distância entre o planejamento pedagógico e a aplicação em sala de aula. Para isso, a pesquisa priorizou a vivência real na escola, por meio de observações participantes em diversos ambientes — salas de aula, corredores, pátio, sala dos professores — e registros detalhados em um diário de bordo. Os resultados revelaram pontos positivos e limitações. Em suma, e de modo parcial, consideramos que: em relação à infraestrutura, as salas de aula são amplas, bem ventiladas e iluminadas, o que favorece atividades dinâmicas e participativas. No entanto, a falta de laboratórios e espaços específicos restringe a variedade de metodologias. A sala dos professores é pequena e de fácil acesso para os alunos, o que prejudica os momentos de planejamento e as pausas da equipe. Nas relações institucionais, a equipe gestora mantém uma organização que garante estabilidade à rotina escolar. Contudo, em situações de conflito, foi notada uma tendência a adotar posturas mais autoritárias do que dialogais, distanciando-se da escuta e da mediação colaborativa. De acordo com Vygotsky (2001), o desenvolvimento cognitivo e social ocorre por meio das interações humanas, ainda com intenção de manter a ordem, essa abordagem pode ter efeitos profundos no aprendizado dos alunos. A situação, quando bem conduzida, pode ser uma oportunidade de crescimento para os alunos, ajudando-o a refletir sobre suas ações e a desenvolver valores como respeito e empatia. Quanto aos estudantes, eles demonstram grande interesse e participação em atividades criativas e lúdicas — como jogos, atividades corporais e propostas interativas —, mas tendem a perder o foco em aulas com muita exposição oral. De modo geral, a escola tem um grande potencial para desenvolver práticas pedagógicas mais inovadoras e interativas, fortalecendo o vínculo entre alunos e professores e aumentando o engajamento. Para isso, seria importante investir na melhoria da infraestrutura, criar espaços adequados para planejamento e convivência docente e oferecer formação continuada à equipe, especialmente em manejo de conflitos e práticas mais participativas. Como processo futuro e ampliação do estudo, é preciso em um futuro breve incluir a perspectiva dos alunos — são essenciais para entender melhor como o espaço físico e as relações internas impactam a aprendizagem e a experiência escolar.
Referências
ENEPEX 2025