ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA E O ESTUDO DA DENGUE: RELATO DE EXPERIÊNCIA COM OS ALUNOS DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Palavras-chave:
Fake News, Educação Básica, PIBIDResumo
Em uma sociedade cada vez mais conectada, a comunicação desempenha um papel central na vida das pessoas, já que muitas têm acesso, por meio da internet, a uma ampla diversidade de informações. No entanto, essa ampliação do acesso traz desafios como, por exemplo, a circulação de notícias falsas, dentre as quais se destacam as relacionadas à dengue. No contexto brasileiro, a dengue se apresenta em um cenário epidemiológico complexo, considerando que há quatro sorotipos da doença circulando pelo país, além do aumento considerável de casos a cada ano e da expansão geográfica da doença. Portanto, o desafio atual continua sendo a mobilização da população e, a escola, como meio de formação cidadã, precisa criar meios de alfabetização midiática. Foi com esse objetivo que os bolsistas do PIBID, subprojeto Biologia da UEMS/ Mundo Novo-MS, desenvolveram uma oficina didática intitulada “Dengue e Fake News: desinformação e prevenção”. A oficina foi realizada no dia 19 de maio de 2025 com os alunos de duas turmas do 6º ano da Escola Estadual Marechal Rondon, localizada no município de Mundo Novo-MS. Para iniciar a oficina foi desenvolvida uma apresentação de forma expositiva dialogada, com auxílio de Datashow e slide; como forma de discussão inicial e investigação dos conhecimentos prévios dos alunos, foi apresentado seguinte questionamento “Fato ou Fake? Suco de limão e caldo de cana curam a dengue?”, e, em seguida, foram trabalhadas as características do mosquito Aedes aegypti, seu ciclo de vida e reprodução, assim como formas de prevenção da doença e tratamentos e, para encerrar, os critérios que podemos usar para verificar a veracidade de uma notícia. Na sequência realizamos uma atividade prática direcionada à análise crítica de informações. Os alunos foram divididos em grupos e, cada um, recebeu duas notícias relacionadas à dengue, sendo uma verdadeira e outra falsa; também foi entregue uma ficha de investigação, que orientava na busca da veracidade da informação. Essa dinâmica permitiu que os alunos aplicassem os critérios discutidos anteriormente para identificar e justificar qual notícia era verdadeira e qual era falsa. Inicialmente, pudemos verificar que a maioria dos estudantes, apesar de já ter ouvido falar sobre a dengue e suas formas de prevenção, não tinha um conhecimento adequado para diferenciar, com segurança, as informações verdadeiras e notícias falsas, porém, ao final da oficina, foi possível notar que as atividades propostas permitiram que os estudantes desenvolvessem estratégias para compreender e avaliar criticamente a veracidade das informações, incentivando-os a buscar fontes confiáveis. Com isso, percebeu-se a importância de se promover a alfabetização midiática na educação básica, para que os estudantes possam analisar de forma crítica as inúmeras informações que têm acesso ao longo do dia, interferindo em sua vida e nos que os circundam, tanto de forma real como virtual.
Referências
ENEPEX 2025