PIBID INTERNACIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A INTERDISCIPLINARIDADE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS QUE ULTRAPASSAM OS MUROS DA ESCOLA
Palavras-chave:
formação docente, interdisciplinaridade, praticas pedagógicasResumo
Durante minha participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Internacional (PIBID Internacional), representando a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), atuei no Bachillerato General n.º 70, localizado em Cuautinchán, Puebla, México. Essa experiência internacional foi de grande importância para minha formação como futura professora de Ciências Sociais, pois possibilitou o contato com uma realidade educacional distinta da brasileira, caracterizada pela valorização da cultura local, pela organização escolar participativa e pelo incentivo à autonomia discente. O objetivo da vivência foi proporcionar uma formação docente mais ampla, por meio da observação e participação em práticas pedagógicas inovadoras, além de promover reflexões sobre o papel da escola na formação de sujeitos críticos, autônomos e culturalmente conscientes. Uma das ações mais significativas dessa experiência foi a participação em uma visita pedagógica ao Museu Amparo que é um dos mais importantes do país e abriga um acervo expressivo de arte pré-colombiana, colonial, moderna e contemporânea. A visita foi organizada pelo diretor que também é docente das disciplinas de Literatura, Consciência Histórica e Ciências Sociais III no segundo ano do ensino médio. A atividade teve como foco o estudo do México pré-hispânico, por meio de uma abordagem interdisciplinar que integrava conteúdos históricos e socioculturais com práticas educativas concretas. A metodologia envolveu uma visita guiada ao acervo do museu e a realização de oficinas educativas, nas quais os alunos puderam produzir vasos trípodes, peças tradicionais das culturas pré-colombianas. Além disso, os próprios estudantes foram responsáveis por seus deslocamentos até o ponto de encontro, o que refletiu a confiança da escola na capacidade dos jovens e reforçou o desenvolvimento da autonomia. Durante toda a atividade, foi possível observar o envolvimento dos alunos, o respeito com o espaço museológico e o interesse genuíno pelos conteúdos abordados. A experiência permitiu que os estudantes conectassem os conhecimentos escolares com vivências significativas, tornando o aprendizado mais concreto, reflexivo e interdisciplinar porque a vivencia possibilitou ao professor transitar nas três disciplinas. Como resultado, percebi a importância da educação patrimonial e do ensino interdisciplinar na construção do conhecimento e na valorização da diversidade cultural. Concluo que essa vivência internacional ampliou minha visão sobre as possibilidades do ensino de Sociologia, mostrando que práticas pedagógicas contextualizadas, interdisciplinares e culturalmente sensíveis podem contribuir de forma decisiva para a formação de cidadãos críticos e conscientes.
Referências
ENEPEX 2025