A IMPORTÂNCIA DA MONITORIA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO ALUNO DE COMPUTAÇÃO

Cleiton Ferreira da Silva, Welvis Chamorro Reis, Eduardo Machado Real

Resumo


O  programa  de  monitoria  de  um  curso  de  computação  tem  entre  seus  principais
objetivos  contribuir  para  a  melhoria  do  processo  de  ensino  e  aprendizagem  de  disciplinas,
especificamente  das  que  exigem  o  importante  conceito  da  abstração,  além  de  suscitar
vocações para docência e pesquisa em computação entre os monitores  e  favorecer  a interação
entre docentes e discentes.  Este trabalho tem por objetivo  apresentar e refletir sobre  ações  de
aprendizagem  planejadas  e  desenvolvidas  para  as monitorias de  Algoritmos I e Programação
I,  do curso de  Licenciatura  em Computação  da UEMS/UNA, cujas  disciplinas  atendidas são
as de Algoritmos e Estruturas de Dados I e Programação de Computadores I, respectivamente.
Essas disciplinas visam habilitar o acadêmico a desenvolver soluções de diferentes problemas,
a partir do  raciocínio lógico,  habilidade de abstração  e processo de concretização, elaborando
algoritmos  e  programas.  Para  o  auxílio  deste  aprendizado,  os  monitores  procuram  planejar
suas  atividades  juntos,  considerando  que  são  disciplinas  complementares  em  relação  aos
conteúdos  de ementa e da metodologia utilizada pelo professor.  Neste momento,  é  importante
que  o monitor  lembre-se  do que o  acadêmico  menos (ou não)  consegue assimilar,  para assim
refletir  sobre  sua  prática  e  repensar  suas  metodologias.  As  atividades  de  monitoria  são
compostas  basicamente  de  conteúdos  teóricos,  exemplos  e  exercícios  que  abordam,
geralmente,  os  conteúdos  estudados  durante  a  semana  nas  disciplinas.  Algumas  vezes  é
necessário que os monitores  incluam, de forma complementar,  recursos  didáticos  que possam
melhorar  a  compreensão  ou  abstração  de  certos  conteúdos,  tais  como  (1)  as  estruturas  de
repetição  e  (2)  vetores.  Em  (1),  por  exemplo,  o  acadêmico  pode  querer  determinar  a
quantidade  de  vezes  que  um  ou  mais  comandos  serão  executados  dentro  uma  repetição
aninhada  ou não.  Já em  (2)  é exigido certo nível de abstração  para  manipular  e  relacionar  os
dados e  índices (posições).  Para (1) são utilizadas as  progressões aritmética  e geométrica, que
podem determinar  quantas vezes um trecho de algoritmo será executado  (e permite  obter uma
análise  da  complexidade).  Em  (2)  pode  ser  utilizado  material  físico,  apresentando  um
problema  a  ser  resolvido  em  grupo  por  meio  de  jogo  ou  uma  simples  exposição,  onde  os
participantes anotam os  passos utilizados e que, ao final,  obtenha-se  uma ou mais soluções
algorítmicas.  Como  resultado  parcial,  os  acadêmicos,  em  alguns  casos,  estão  conseguindo
comprovar a consistência das repetições que estão criando, assimilando um pouco melhor este
conceito.  Já  os  materiais  físicos  permitem  uma  manipulação  com  objetivos  reais,  que
facilitam chegar a um nível puramente abstrato, vinculado a experiência física.

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