POLÍTICAS EDUCACIONAIS NA IDADE MÉDIA

influências da igreja, do estado e das estruturas sociais

Autores

  • Thais Regina Ravazi de Souza
  • Amanda Jalloul Nascimento
  • Carlos Herold Junior
  • Meire Aparecida Lóde Nunes

Palavras-chave:

Idade Média, políticas educacionais, Igreja, Estado, universidades medievais

Resumo

A educação na Idade Média é frequentemente associada a um período de obscurantismo e imobilidade intelectual. No entanto, essa visão reducionista ignora a complexa rede de instituições, valores e interesses que sustentaram a organização do saber durante cerca de mil anos de história europeia. Longe de ser um tempo de ausência educacional. Este trabalho busca analisar as políticas educacionais medievais à luz das relações entre sociedade, Estado e Igreja, e como essas estruturas influenciam a educação contemporânea. A pesquisa se caracteriza qualitativa e bibliográfica, realizando uma revisão da literatura recente. Observa-se que a educação medieval estava fortemente vinculada à Igreja Católica, que detinha o monopólio do saber letrado, sendo responsável pela fundação das primeiras escolas do período. Com o fortalecimento dos reinos cristãos e a organização do Sacro Império Romano-Germânico, o Estado passa a ter interesse na formação de quadros administrativos, o que contribui para a valorização do trivium e quadrivium como base da formação intelectual. As políticas educacionais desse período não eram sistematizadas como nos moldes modernos, mas existiam de maneira institucionalizada, com normas e objetivos específicos, como a formação do clero, a moralização da sociedade e o reforço da ordem hierárquica. Conclui-se que as políticas educacionais medievais foram fundamentais para a consolidação de uma cultura escolar ocidental e para a estruturação de modelos educacionais que ainda influenciam a organização do ensino contemporâneo.

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Publicado

2026-06-11

Edição

Seção

EIXO 2: SOCIEDADE, ESTADO E POLÍTICAS EDUCACIONAIS