O PERCURSO FORMATIVO DO LEEI EM DOURADOS-MS
Palavras-chave:
PERCURSO FORMATIVO DO LEEIResumo
O trabalho aborda aspectos do processo da formação continuada desenvolvido no âmbito do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI-CO), no município de Dourados,
estado de Mato Grosso do Sul. O Programa integra o Compromisso Nacional Criança
Alfabetizada e constitui-se como proposta de política federal de desenvolvimento profissional para professoras da Educação Infantil com foco na oralidade, na leitura e na escrita. No ano de 2024, em Dourados, o LEEI apoiou 30 professoras de turmas pré-escolares, de crianças de quatro e cinco anos de idade, em momentos de estudos teóricos e práticos com objetivos de que elas desenvolvessem práticas com as crianças. Na Região Centro-Oeste a formação integralizou 136 horas, oferecida preferencialmente às professoras nos formatos virtual e presencial. O referencial teórico que subsidiou a formação continuada contou com os estudos de Baptista (2022), Richter (2016), Jobim e Souza (2016) e Reyes (2010), compilados na Coleção Leitura e Escrita na Educação Infantil, elaborado pela Universidade Federal de Minas
Gerais. As discussões e conceitos abordados pelas autoras estabeleceram diálogo com os
documentos oficiais que orientam as práticas de vivências e experiências nas instituições
brasileiras, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, e geraram
possibilidades para que as professoras revisitassem conceitos e (re)construíssem conhecimentos para responder a perguntas, muitas vezes, não elucidadas: “Devemos ou não alfabetizar na Educação Infantil? O que é alfabetização na Educação Infantil? “. No decorrer das discussões, as professoras relataram experiências de práticas e socializaram quais conexões estabeleceram com os modos que as crianças pensam a escrita. Suas vozes revelaram como elas, após os estudos, procuraram reelaborar seus sentidos sociais da leitura e da escrita. Ao final dos estudos, as professoras apresentaram um relatório reflexivo do percurso e a análise desses documentos demonstrou resultados positivos iniciais, sutis, todavia importantes para começarmos a repensar a Educação Infantil em Dourados. Os dados revelam que, apesar dos desafios enfrentados pelo coletivo para a conclusão de estudos no âmbito longitudinal, as professoras propuseram mudanças em práticas até então cristalizadas, como a desconstrução do uso da literatura com fins utilitaristas. Somado a isso, algumas começaram a inserir a leitura e a escrita com função social no cotidiano das crianças de forma a respeitar suas especificidades e resguardarem seus direitos.