ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, DISPUTA ENTRE A LÍNGUAPORTUGUESA E LÍNGUA MATERNA
as perspectivas da escola e da família
Palavras-chave:
Educação, Direitos Humanos, Diversidade e Inclusão.Resumo
A nossa proposta de trabalho é sobre a alfabetização e letramento, disputa entre a língua materna e a língua portuguesa, neste trabalho de conclusão de curso foi especialmente focado na área da importância do bilinguismo na escola indígena. Este artigo tem o objetivo somar e aprofundar as discussões existentes, a respeito da valorização da língua materna no processo de alfabetização das crianças indígenas, em especial, na aldeia Jaguapiru, em Dourados. Infere-se que o valor da aquisição da língua portuguesa tem se mostrado como um grande avanço, para parte da comunidade indígena, como se fosse mais importante, que o Guarani, deixando de lado, assim a sua cultura originária e a língua materna. A pesquisa justifica-se na medida em que, busca mostrar que a valorização da nossa identidade ou cultura e muito significativa, para nós da comunidade indígenas, por meio dela mostramos que estamos sempre resistindo e fortalecendo a cultura, ou seja, reconstituindo a memória dos ancestrais pela língua materna. A pesquisa é qualitativa, pois não se preocupa com a representatividade numérica, mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social de uma organização e etc. Para começarmos a pesquisa nos baseamos em Aguilera Urquiza discutir a educação escolar indígena, assim como em Nelson Maldonado-Torres e Anibal Quijano, para compreender a colonialidade/modernidade. Nos guiamos pela perspectiva decolonial, um corpo teórico e prático, multifacetado, emanado do pensamento latino-americano, que identifica no processo de constituição da modernidade, a continuidade dos mecanismos de subalternização, invisibilidade e silenciamentos sobre os povos,
populações e culturas latinas e outras que se situam na periferia do sistema-mundo, consubstancias na colonialidade do ser, do saber e do poder. Quando se faz referência a educação escolar indígena, dois aspectos se colocam, o primeiro está relacionado ao currículo indígena, ao professor indígena, línguas e saberes indígenas, o segunda, diz respeito educação, disciplinas escolares, sistema de ensino, conteúdos e matrizes curriculares. As lutas dos povos indígenas pelo direito a escola específica, diferenciada, intercultural e bilingue, se estabelecem, na efetiva condição de valorização e reconhecimento de seus modos de ser, estar, mundo. Possibilitando romper com a colonialidade do ser e saber. Foram entrevistada o Diretor da escola, 3 professoras da unidade escolar, 3 mães de alunos. A fim de compreender por que os familiares acreditam que a alfabetização em Língua Portuguesa é importante? Como a escolar se posiciona diante deste contexto? Concluímos que apesar de a legislação garantir a valorização da língua e da cultura, nas escolas, os/as profissionais da Educação precisam usar diferentes estratégias para garantir que essa língua materna, seja reconhecida
como importante para a comunidade escolar. Alguns pais não aceitam a disciplina da língua guarani-kaiowa, pois acreditam a oralidade aprendida em casa é suficiente, outros acreditam que não vai ser útil para o futuro das crianças Indígena. Ou seja, segundo a pesquisa a influência da língua portuguesa na aldeia de Dourados é alta. Assim, o efeito da colonialidade persiste. Entretanto, a escola está buscando novas estratégia para reverter está situação.