AGRICULTURA PERIRUBANA EM COMUNIDADES INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL

Autores

  • Marcelo Augusto Ferreira
  • Edson Antonio Batista
  • João Felipe Pires Andrade
  • Pedro Henrique Wensing Santana
  • Vanderléia Paes Leite Mussi

Resumo

A produção de alimentos é um dos maiores desafios da sociedade moderna, portanto, as ações que favorecem a redução da fome, como agricultura familiar e comunidades agrícolas são fundamentais neste cenário. Algumas comunidades indígenas no estado de Mato Grosso do Sul estão localizadas distantes dos grandes centros de comércio, tornando a alimentação saudável e diversificada ainda mais cara. Nesse sentido, o problema da produção alimentar se agrava em alguns locais e comunidades devido à falta de acesso as técnicas de produção, falta de insumos básicos para iniciar um negócio e a não disponibilidade dos recursos como água e energia elétrica. Este projeto: “Produção Alimentar Periurbana em Comunidades indígenas e não indígenas no MS”, visa implantar um sistema de produção alimentar, especificamente, a produção de hortaliças nas comunidades indígenas: 10 de Maio, no Município de Sidrolândia, Aldeinha, no Município de Anastácio e Água Bonita, no Município de Campo Grande. As comunidades indígenas são predominantemente da etnia Terena, cujos beneficiários serão as famílias indígenas que vivem em contextos urbanos. Além dessas, também é propósito deste atender uma comunidade não indígena carente em situação de vulnerabilidade social na região do lajeado. São famílias parcialmente assistidas pela Associação “Viver Natural”, cujos objetivos visam promover programas de saúde e de segurança alimentar e nutricional. São beneficiários os idosos, jovens em área de risco, adolescentes, alcoólatras, usuários de drogas e mães solteiras. O sistema de produção de hortaliças será composto pela instalação da infraestrutura, diagnóstico do potencial energético para a respectiva produção, reaproveitamento de água e modelo de negócio do entorno. Os resultados se baseiam em um método de produção que preza pela qualidade ambiental, econômica e social, pois se utiliza de práticas sustentáveis para se ter uma boa produção, sobretudo na síntese do conhecimento adquirido dentre os agentes envolvidos por meio das capacitações, além da geração de renda consolidada sobre a perspectiva do plano de negócio proposto. Pode-se observar que o sistema de produção proposto gera duas vertentes de negócio, as vendas das hortaliças para consumo imediato e as vendas de mudas. Contudo, o projeto se desenvolveu sob aspectos ambientais e socioeconômicos, visando compreender as potencialidades e territorialidades das comunidades, sobretudo com o intuito de se produzir as hortaliças utilizando medidas sustentáveis para satisfazer de maneira saudável a demanda nutricional de cada indivíduo integrante das aldeias e associação. Portanto, a produção de hortaliças deverá ser contínua, contemplando o consumo e a venda dos produtos.

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Publicado

01/04/2020

Como Citar

Ferreira, M. A., Batista, E. A., Andrade, J. F. P., Santana, P. H. W., & Mussi, V. P. L. (2020). AGRICULTURA PERIRUBANA EM COMUNIDADES INDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL. ANAIS DO SEMEX, (12). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/6885

Edição

Seção

TRABALHO