ATROPELAMENTO 0’ DE ANIMAIS SILVESTRES NA RODOVIA MS – 040: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL JUNTOS AOS USUÁRIOS E COMUNIDADE

Autores

  • Beatriz Pacheco Nogueira Oliveira
  • Leonardo Santiago Brito Santos
  • Márcio César Seixas
  • Afranio José Soriano Soares

Resumo

A extinção e até mesmo o risco de perda das espécies, sendo pela perda de habitat, se constitui numa das questões mais preocupantes do mundo contemporâneo. Inevitavelmente, acidentes com fauna silvestres têm ocorrido em quantidades cada vez maiores. No Brasil, ainda são poucas as rodovias de grande porte que desenvolvem programas de monitoramento ou que aplicam medidas de mitigação dessa natureza. A rodovia MS 040 em Mato Grosso do Sul, está situada na Bacia do Rio Paraná, ligando os municípios de Campo Grande com Santa Rita do Pardo, num total de 209,03km de extensão. Possui fragmentos de vegetação nativa que se associa a áreas de pastagem. A proposta de implantação de um Programa Permanente de monitoramento e mitigação de atropelamento de animais silvestres ao longo da rodovia MS 040 é uma necessidade premente a esta e a qualquer outra rodovia, haja visto os impactos ambientais, sociais e econômicos inerentes as mesmas. A educação ambiental é de suma importância para minimizar os impactos na fauna silvestre. O intuito do trabalho de extensão foi de proporcionar um projeto de educação ambiental na MS - 040, para conscientização dos mesmos. Para isto, foram realizados monitoramentos semanais para a demarcação dos hotspots, pontos de maiores incidências de atropelamentos, onde foi possível pré-determinar quais são os animais de maior ocorrência das mortes, com isso foi criado um protocolo de mitigação para conscientização dos usuários da rodovia (principalmente os caminhoneiros) e a comunidade ao entorno da mesma, neste protocolo foi inserido a implantação de placas informativas, a placa intitulada “Atropelômetro” (que fará a contagem semanal da quantidade de animais mortos), sonorizadores e também a realização do pedágio educativo e palestras com a comunidade, com o intuito de chamar a atenção para a causa.Portanto, os registros de animais atropelados tem sido possível observar uma média semanal de cerca 8 a 10 animais atropelados por semana, sendo as espécies mais o Tatu peba (Euphractus sexcinctus), Lobinho (Cerdocyon thous), Tamanduá bandeira (Myrmecophaga tridactyl), Tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla) e Anta (Tapirus terrestris). Os hotspots foram definidos com emprego de um programa estatístico especifico para estradas o SIRIEMA 2.0, distribuído gratuitamente pela URGS. Contudo, foi possível concluir a extrema importância e urgência de termos medidas urgentes de educação ambiental junto ao usuários da estrada, pois acredita –se que essas medidas em curto prazo podem contribuir significativamente para a redução dos acidentes atuais com fauna silvestre, independentes de outras medidas de caráter estruturais, que devem ser tomadas pela AGESSUL e parceiros.

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Publicado

01/04/2020

Como Citar

Oliveira, B. P. N., Santos, L. S. B., Seixas, M. C., & Soares, A. J. S. (2020). ATROPELAMENTO 0’ DE ANIMAIS SILVESTRES NA RODOVIA MS – 040: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL JUNTOS AOS USUÁRIOS E COMUNIDADE. ANAIS DO SEMEX, (12). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/6738

Edição

Seção

MEIO AMBIENTE

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