SAÚDE SEXUAL DOS ADOLESCENTES: A LINGUAGEM COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO

Autores

  • Marcela Corrêa Freitas
  • Érika Kaneta Ferri
  • Ruberval Franco Maciel

Resumo

A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta, marcada por diversas transformações físicas e comportamentais. Com isso, os adolescentes estão mais vulneráveis a contraírem infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo a faixa etária com maior incidência dessas infecções. Visto que, nos adolescentes, os fatores de risco para o contágio com ISTs são principalmente de ordem comportamental e social, faz-se necessário o desenvolvimento de projeto educativo e preventivo que aborde a saúde sexual nessa fase da vida. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo geral promover debates sobre a saúde sexual do adolescente, que abordassem as ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) na população jovem, visando promover uma reflexão e nova construção de sentidos pelos jovens participantes acerca da saúde sexual e da prática do autocuidado. O projeto foi desenvolvido por meio da metodologia participativa e reflexiva, a partir de debates do pesquisador com a comunidade jovem. Esses debates ocorreram com um pequeno grupo de 12 alunos do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues. Foram realizados três encontros, com duração de 1 hora e 30 minutos cada um. As ações educativas foram pautadas no conceito de educação em saúde descrito pelo Ministério da Saúde, que a define como o processo de elaboração de conhecimentos que visa à apropriação dos temas pela população, de modo a aumentar a autonomia das pessoas no seu cuidado, garantindo, portanto, a prevenção e a promoção da saúde. Para uma participação ativa e bem-sucedida dos estudantes, foi feita uma abordagem multimodal, ou seja, foram utilizados diferentes recursos semióticos, como o áudio, o visual e o gestual. Para abordar os métodos contraceptivos, por exemplo, foi levado material para demonstração dos diferentes métodos. Além disso, para fomentar a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento da postura reflexiva, os jovens foram estimulados a interagir com o pesquisador, a partir de atividades propostas a eles, como situações problema e perguntas disparadas ao grupo. Em um primeiro momento, os discentes, então, discutiram sobre o tema proposto, de acordo com sua bagagem cultural e seus conhecimentos prévios acerca do assunto. Em um segundo momento, o pesquisador interviu fornecendo informações científicas e solucionando as dúvidas do grupo. Por último, os alunos puderam expor suas conclusões e os novos sentidos construídos a partir das discussões. Os debates permitiram a construção de espaços para discussão e desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo, levando os adolescentes à sua autonomia e participação como sujeitos capazes de propor e opinar nas decisões de saúde sexual para cuidar de si e do(s) seu(s) parceiro(s), atingindo com êxito os objetivos propostos pelo estudo.

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Publicado

01/04/2020

Como Citar

Freitas, M. C., Ferri, Érika K., & Maciel, R. F. (2020). SAÚDE SEXUAL DOS ADOLESCENTES: A LINGUAGEM COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO. ANAIS DO SEMEX, (12). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/6707

Edição

Seção

EDUCAÇÃO

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