CONHECENDO O MERCADO DE ISCA VIVA NA REGIÃO DE JARDIM E MIRANDA/MS

Evelyn Lopes de Oliveira, Leonardo Augusto da Silva, Adriana Fernandes Barros, Cristiane Meldau de Campos

Resumo


A pesca profissional e artesanal é importante atividade na região do Pantanal Sul, fazendo com que a comercialização de isca viva seja uma importante fonte de renda, para os catadores de isca e pescadores que se especializaram nessa atividade e suas famílias, movimentando também um comércio alternativo. Algumas das espécies de peixe utilizadas na pesca podem ser produzidas em pisciculturas, diminuindo sua exploração no ambiente natural e, incrementando a renda familiar. Este trabalho está inserido no Programa Peixe Sempre (Proext 2015), o qual fomenta a produção de peixes em cativeiros. Com intuito de conhecer as espécies de peixes mais procuradas para a pesca, foi avaliado o comércio de peixe usado como isca viva para a pesca na região de Jardim e Miranda, MS. Foi elaborado questionário abordando a demanda do comércio local, as espécies de peixes, a origem e a sazonalidade da comercialização das iscas, o perfil do consumidor, o preço de venda praticado no local e o sistema de confinamento das iscas-vivas. Foram realizadas entrevistas em estabelecimentos que comercializam isca viva nas cidades citadas. Os peixes mais comercializados em ambas as cidades são: lambari, curimbatá, ximboré, cará e tuvira. Em Miranda e Jardim, 100% das iscas vivas são oriundas do estado de MS, e, a maioria adquirida de pisciculturas, principalmente no caso do lambari e do curimbatá. Mais da metade (75%) das casas de iscas recebem as suas iscas de pisciculturas e as outras 25% são retiradas do ambiente natural. Em relação ao período de maior venda das iscas 50% ocorrem entre setembro e outubro, 25% junho e 25% de julho a outubro. Sobre comercialização das iscas 75% são vendidas por dúzia e 25% por unidade. Em todos os estabelecimentos as iscas vivas ficam em tanque de alvenaria e recebem rações comerciais. A clientela é constituída por pescadores profissionais (75%) e ribeirinhos e pescadores amadores (25%). A maior prevalência de venda de iscas segundo os proprietários é durante o período de pesca liberada, entre março a outubro, sendo comercializadas 50% em dúzias e 50% em unidades e clientela constituinte das casas de iscas é 50% de pescador profissional e 50 % pescador profissional e pouco citado os ribeirinhos. Com exceção da tuvira, os outros peixes usados como isca viva são produzidos em piscicultura. A equipe do Programa Peixe Sempre promoverá cursos para divulgar informações a respeito da produção desses peixes em cativeiro.


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