EFICIÊNCIA ALIMENTAR DE BEZERROS PANTANEIROS RECÉM DESMAMADOS MANTIDOS EM REGIME DE CONFINAMENTO

Evellyn Richelly Ferreira da Silva, Rodrigo Carvalho Ferreira, Aldair Félix, Marcus Vinicius Morais Oliveira, Gustavo Ruivo Salmazzo

Resumo


A raça Pantaneira é um recurso genético naturalizado do Pantanal brasileiro, sendo bovinos extremamente rústicos e adaptados as condições da região, entretanto, encontra-se em elevado risco de extinção. Portanto, a seleção de animais mais eficientes na utilização de nutrientes, especialmente quando mantidos em ambientes controlados, como o confinamento, é altamente desejável, pois se pode atender suas exigências nutricionais consumindo-se uma menor quantidade de alimentos, com grande efeito econômico positivo. Dentre os principais ingredientes utilizados nas rações concentradas para bovinos estão o milho e a soja, porém o aproveitamento destes alimentos depende da sua forma física, sendo aqueles que passam por algum processamento mecânico eliminam o pericarpo, aumentando a área de contato com as bactérias e enzimas digestórias. Assim, objetivo do presente trabalho foi analisar o consumo de matéria seca (CMS), ganho de peso diário (GPD) e conversão alimentar (CA) de bezerros da raça Pantaneira recém desmamados e mantidos em regime de confinamento. O estudo foi executado no Núcleo de Conservação de Bovinos Pantaneiros de Aquidauana (NUBOPAN) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Foram utilizados 8 animais com cerca de 10 meses de idade, distribuídos em dois tratamentos e quatro repetições, sendo cada unidade experimental representada por um animal. Os bezerros foram mantidos alojados em baias individuais, onde passaram por 16 dias de adaptação as instalações e a dieta, e três períodos de 21 dias para coleta dos dados. A alimentação foi ad libitum com cana de açúcar (Saccharum officinarum) triturada e suplementação com ração concentrada contendo uma mistura de milho, farelo de soja, minerais, vitaminas, alcalinizante e ionóforo fornecida na proporção de 2% do peso corpóreo, na matéria seca, além de água fresca à vontade. Na ração 1, o grão de milho foi fornecido de maneira integral juntamente com os demais ingredientes (tratamento 1) e na ração 2, o grãos de milho foram processados em forma de fubá e fornecido juntamente com os demais ingredientes (tratamento 2). O consumo de matéria seca foi aferido diariamente. Já o ganho de peso foi mensurado através das pesagens realizadas no final de cada período experimental. A CA dos animais foi mensurada indiretamente a partir do GMD e do consumo de matéria seca total diária. Os resultados mostraram que os animais que receberam o Tratamento 1, ganharam 1,2 kg/dia de peso corpóreo e consumiram 2,4 kg/dia de matéria seca, apresentando uma CA de 2,07. Os animais que receberam o Tratamento 2, tiveram um ganho de peso de 1,1 kg/dia e consumiram 2,6 kg/dia de matéria seca, apresentando uma CA de 2,12. Pode-se concluir que os resultados médios obtidos se mostraram similares entre os tratamentos, onde o processamento do grão de milho não interferiu no CMS, no GP e na CA dos bezerros.


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