DOUTOR RISOS: A IMPORTÂNCIA DO ESTADO PSICOLÓGICO E DA HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO INFANTOJUVENIL

Luis Otavio Barbosa, Tânia Gisela Biberg-Salum

Resumo


INTRODUÇÃO: O adoecimento e a hospitalização para tratamentos médicos, muitas vezes bastante invasivos, trazem inúmeras consequências negativas para os pacientes, inclusive no âmbito psicológico. Quando se trata de uma criança como paciente, os resultados negativos se multiplicam ainda mais. Durante essa fase, a criança é privada da vida à qual estava habituada, tendo que se adaptar à nova rotina imposta. Desta maneira, muitas vezes, ela e as demais pessoas ao seu redor se esquecem do brincar, fato que é de extrema importância para seu desenvolvimento em todos os âmbitos. Isso se deve à preocupação de todas as partes envolvidas, ao foco dado majoritariamente à cura biológica e às próprias consequências físicas dos tratamentos adotados. OBJETIVOS: Atuar na área do brincar junto aos pacientes infantis; proporcionar, com a ludicidade, o fortalecimento da concepção de humanização na relação médico-paciente, para um melhor enfrentamento do processo do adoecer. METODOLOGIA: Os locais de atuação foram a Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) de Campo Grande e no Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil (CETOHI), gerido pela AACC e localizado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). As atuações do grupo do projeto se basearam em diversas brincadeiras com as crianças adoecidas, como pinturas, desenhos, filmes, jogos de tabuleiro, mágicas e diversas outras brincadeiras de todos os tipos, adaptadas ao quadro individual e à idade de cada criança e com as devidas proteções e cuidados. RESULTADOS: Alguns entraves burocráticos fizeram com que ficasse decidido um enfoque nas visitas na casa de apoio da AACC. Desta maneira foram cerca de 4 visitas ao CETOHI e 30 à AACC, atendendo aproximadamente 50 crianças no total, algumas eram vistas com mais frequência semanalmente e outras menos, de acordo com a programação de seus tratamentos. CONCLUSÕES: Os encontros de ludicidade e de brincadeiras permitem que, por alguns momentos, as crianças se esqueçam da situação na qual se encontram e dos tratamentos invasivos aos quais são submetidas, prevalecendo os sentimentos prazerosos da diversão. Além disso, o grupo de alunos participantes se envolveu com a rotina da instituição, trazendo resultados positivos também para essa, despertando o interesse por voluntários para atuarem nesta área. Por fim, os acadêmicos envolvidos com este projeto puderam fortalecer-se no desenvolvimento das competências necessárias para a relação médico-paciente, neste caso mais especificamente com crianças, mas que podem e devem ser propagadas com todos os pacientes com que tiverem contato, valorizando as premissas da humanização, a qual faz toda a diferença no enfrentamento à doença.


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