AÇÕES EDUCATIVAS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA TIA EVA SOBRE O CONSUMO DE ETANOL E DROGAS

Larissa Marques Fontana, Luzinátia Ramos Soares

Resumo


No Brasil o etilismo é disseminado nos diversos segmentos da sociedade e as comunidades quilombolas não são exceções, pois estudos evidenciam que as primeiras experiências de consumo, envolvendo a população jovem, geralmente ocorrem no seio da própria família. Através do desenvolvimento desse projeto foi possível obter informações sobre a temática na população da comunidade quilombola Tia Eva, bem como elaborar e executar propostas de educação em saúde relacionadas ao assunto. O presente trabalho teve como objetivo desenvolver ações educativas na Comunidade Quilombola Tia Eva - Campo Grande/MS, voltadas para o esclarecimento sobre os males e os riscos causados pelo consumo do etanol e drogas. As ações estimularam a discussão sobre a temática, visando prevenir e/ou diminuir o número de casos incidentes na comunidade. As ações educativas ocorreram no Salão Social, na Igreja de São Benedito, na comunidade Tia Eva e, também, na Unidade Básica de saúde da Família (UBSF) São Benedito, em Campo Grande. Dentre as ações educativas foram realizadas palestras dialogadas, rodas de conversa e gincanas. Houve pouca adesão da população nas ações que aconteceram no Salão Social e na Igreja, sendo necessário recorrer à UBSF São Benedito para conclusão do projeto. As atividades contaram com a participação de 60 pessoas, o projeto, direta ou indiretamente, alcançou a comunidade como um todo e a população julgou importante ações desse tipo para alertar, principalmente, os moradores jovens e adultos sobre uso dessas substâncias. Os participantes mostraram-se dispostos a repassar as informações e o aprendizado adquirido no decorrer das atividades. O desenvolvimento do projeto levou esclarecimentos à população sobre os riscos que o etanol e as drogas representam para a saúde do indivíduo e como a utilização destes afeta o entorno do usuário e a sociedade em geral. Além disso, foi um espaço de aprendizagem para a acadêmica, que resultou na sua interação com a população e na melhoria da compreensão das singularidades da identidade quilombola e da forma como essa temática delicada deve ser trabalhada em populações consideradas vulneráveis.


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