PRÁTICAS EDUCATIVAS DE ENFERMAGEM PARA IDOSOS COM COMUNICAÇÃO VERBAL PREJUDICADA

Jackeline do Amaral Hetzel, Márcia Regina Martins Alvarenga

Resumo


O processo de envelhecimento caracteriza-se por uma série de mudanças no organismo que causam várias alterações no trato aéreo-digestivo superior, sendo responsáveis por distúrbios de voz e deglutição, fazendo com que o indivíduo idoso não desenvolva de forma precisa as funções do sistema estomatognático. A função do sistema estomatognático que sofre mais mudanças é a fonação, levando a distúrbios na comunicação do idoso. Com relação ao processo de envelhecimento da função motora oral, percebe-se que há alterações sistemáticas desde a idade adulta até a sétima década de vida, havendo mudança do sistema sensoriomotor oral ao longo do tempo, aparecendo muitas perdas, como no sistema estomatognático e consequentemente suas funções relacionadas, podendo ocorrer a perda dos dentes, maximizando as dificuldades na fala do idoso, sendo que falta deste elemento altera sua produção devido as mudanças ocorridas na morfologia e musculatura da cavidade oral. Portanto, como solução para tal problema recomenda-se a utilização de próteses totais ou parciais, fazendo a reabilitação oral protética, dentre outras questões. Este projeto tem por objetivo promover o conhecimento sobre doenças fonoaudiológicas, associadas à fala, na terceira idade, acarretadas pela dificuldade de atuação do sistema estomatognático, para os idosos da Universidade Aberta a Melhor Idade da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, além de mostrar as formas de se lidar e tratar doenças deste sistema e da qualidade de vida em voz, descrevendo o aprendizado dos alunos em relação ao sistema estomatognático após as ações educativas. A metodologia do projeto desenvolveu-se na UNAMI-UEMS por meio de atividades educativas e interativas, a partir de diagnóstico precoce do conhecimento dos idosos e a aplicação do Questionário de Qualidade de Vida em Voz. O desenvolvimento do tema foi por meio do canto e exercícios vocais como formas de trabalho da voz, sempre destacando o papel da enfermagem frente à paciente com disfonia. Ao fim do trabalho, foi realizada uma avaliação final sobre a percepção dos alunos frente às aulas e o tema. Nos resultados percebe-se que os alunos foram participativos, além de haver muita resolução de dúvidas e pelas avaliações mostraram que o aprendizado foi efetivo, além das atividades vocais, que todos aderiram e acharam importante. Destaca-se que poucos idosos possuem dificuldades relacionadas à fala, não afetando sua qualidade de vida, apresentando maior prevalência nas questões de funcionamento físico e fisiológico, como questões de respiração. Conclui-se que há a necessidade e importância do ensino sobre a comunicação verbal prejudicada nos idosos, sendo que estes se mostram como multiplicadores de informações e importante figuras de aprendizado nos assuntos que os envolvem, além de ser um tema pouco abordado e muito presente na realidade dos idosos atualmente, pois muitos apresentavam casos na família e entre amigos.


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