PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM INDIVÍDUOS DOENTES RENAIS CRÔNICOS ESTRATIFICADOS CONFORME A KDIGO NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA PARA A PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO INDIVIDUALIZADO- CAMPO GRANDE – MS – BRASIL

Isadora Leão Amuy, Tânia Christina Marchesi de Freitas

Resumo


A Doença renal crônica (DRC), segundo a definição publicada pela KDIGO no início de 2013, é caracterizada por anormalidades da estrutura e/ou função dos rins, com implicação para a saúde, presentes por mais de três meses. A progressão da doença, no entanto, é modificável por fatores como mudanças no estilo de vida (parar de fumar e evitar obesidade) e medidas como redução da pressão arterial, redução de albuminúria e prevenção de hiperglicemia. Diante disso, e, considerando o novo perfil demográfico brasileiro com elevado número de idosos, houve um aumento progressivo dos casos de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). A partir desse panorama, a instrução minuciosa dos pacientes no âmbito do autocuidado é uma forma de prevenir agravos e diminuir as taxas de doenças crônicas de uma forma geral, bem como promover a qualidade de vida. A educação é um processo que atualmente vem ganhando espaço na área da Saúde, já que é um instrumento de transformação social e de reformulação de hábitos. Este projeto, então, tem o objetivo de realizar ações de educação em saúde com os pacientes hipertensos e diabéticos cadastrados no Programa de Hipertensão e Diabetes (HiperDia), que já foram estratificados conforme a classificação de taxa de filtração glomerular e albuminúria na DRC da KDIGO. Será realizado em três Unidades Básicas De Saúde da Família (UBSF) do município de Campo Grande-MS e visa incentivar o autocuidado e aprofundar o estudo das relações da DRC com suas comorbidades. Para a realização de tais objetivos foi empregada uma metodologia que envolveu a confecção de material gráfico que abordou os conceitos inerentes ao tema e, ações educativas com os pacientes cadastrados no HiperDia, de forma individual e coletiva, abrangendo rodas de conversa, palestras, dentre outras estratégias. Ao longo do tempo de desenvolvimento da proposta, foram realizadas atividades de educação em saúde, de forma coletiva na UBSF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE) e na Unidade UBSF Macaúbas. Foram realizados 41 atendimentos a pacientes hipertensos e diabéticos na UBSFs MAPE e Macaúbas, onde foram realizadas atividades de educação em saúde individual. O público alvo totalizou 56 pacientes. Pode-se concluir que as atividades de educação em saúde contribuíram para aumentar o nível de conhecimento dos pacientes doentes renais crônicos em questão, em relação à sua condição clínica; difundir práticas de autocuidado individualizado, de modo a melhorar a qualidade de vida dos pacientes com DRC e impedir o desenvolvimento de agravos; aumentar a procura do serviço de saúde por demanda espontânea, bem como a adesão ao tratamento dos pacientes acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde participantes.


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