FLORA NATIVA: CONHECER E CONSERVAR – ETAPA 2017

Talia Wolff de Oliveira, Lucas Ortega, Daniela Fialho Duarte, Jessica Mariano Alves, Luan Otávio, Glaucia Almeida de Morais

Resumo


A conservação de espécies e ecossistemas e a manutenção da biodiversidade é um dos maiores desafios enfrentados atualmente. A execução de ações de reversão do cenário de degradação do ambiente natural é favorecida pelo momento global de sensibilização quanto às questões ambientais e pelas ações de fiscalização. Soma-se a isso, o potencial transformador da educação e a esperança no conhecimento como arma para a defesa da qualidade ambiental. Objetivou-se a formação de multiplicadores mirins de conhecimento sobre a flora arbórea nativa local que possam contribuir com sua conservação. Especificamente, realizou-se a divulgação de informações, de forma prática, sobre a vegetação típica do município de Ivinhema, a Floresta Estacional Semidecidual, pertencente ao Bioma Mata Atlântica, suas espécies mais comuns, sua importância e o estado atual. Em 2017, a proposta direcionou-se aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Sideney Carlos Costa, em Ivinhema. As atividades ocorreram em conjunto com os alunos do Grupo PET Verde Legal e envolveram a realização palestras/oficinas sobre espécies arbóreas nativas, visitas técnicas a um fragmento urbano e à Unidade da UEMS em Ivinhema e o plantio de mudas. Cada atividade envolveu um trabalho de pesquisa, a adoção de recursos didático-pedagógicos e foram voltados para a comunidade externa à IES, caracterizando-se pela integração entre pesquisa, ensino e extensão. A contribuição para a formação acadêmica dos ministrantes ficou evidenciada pelo vínculo do projeto com a área de atuação profissional do curso, Ciências Biológicas, ao mesmo tempo em que o estudo da flora possibilitou a integração entre áreas diferentes de conhecimento em diversos momentos, visto que, para tratar de vários temas, como por exemplo, a dispersão de sementes, requerem-se conhecimentos de aspectos físicos (vento, chuva, temperatura) e biológicos (fauna associada, microrganismos); para apresentar uma espécie, abordaram-se aspectos históricos, culturais, usos e costumes. De forma natural, diferentes áreas do conhecimento se entrelaçaram no desenvolvimento do projeto. O projeto está em continuidade em 2018, atendendo nova instituição, mas os resultados parciais foram promissores, com 90,1% dos participantes alcançando 50 pontos ou mais na avaliação realizada sobre todo o conteúdo trabalhado; 59,1% conseguiram acima de 70 pontos em um total de 100 e nenhum participante errou todas as questões, sendo que no mínimo atingiram 30 pontos. De forma geral, a execução da proposta foi satisfatória, com total participação dos integrantes e apoio da escola. A expectativa é que os integrantes do projeto e os beneficiados com ele, melhores conhecedores da flora nativa, valorizem mais este bem natural, divulguem e defendam este recurso.


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