DIVULGAÇÃO, PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO-CONVENCIONAIS PARA A COMUNIDADE DE CASSILÂNDIA-MS

Isabela Jovino, Simone Cândido Ensinas

Resumo


As plantas alimentícias não-convencionais (PANC’s) são espécies que como o próprio termo as descrevem: plantas com pouco ou quase nenhuma utilização alimentar, no entanto, que apresentam grande potencial para serem utilizadas como alimento. Diante disso, a realização deste projeto de extensão teve como objetivo a divulgação, produção e distribuição de mudas e sementes de plantas alimentícias não-convencionais no município de Cassilândia-MS. Neste projeto o público-alvo foram famílias locais e estudantes do curso de agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Dentre as plantas alimentícias não-convencionais que foram distribuídas podemos citar o tamarindo, feijão guandu, jatobá, mangaba, ipê-amarelo, taioba, maxixe que não apresentam significativa produção como fonte de alimentos, porém apresentam grande valor nutricional, podendo ser fontes alternativas de alimento para a comunidade local. Durante a execução do projeto foi realizada a produção de mudas e também aquisição de sementes para a distribuição local. A condução do projeto foi realizada no próprio campus da universidade e os materiais foram distribuídos e divulgados em uma feira realizada na praça central do município, com a participação do público. Além da distribuição das mudas e sementes, foram realizadas algumas perguntas em forma de questionário para os participantes, afim de estimar a idade, sexo, se conheciam o termo PANC, se utilizariam esses vegetais na alimentação, se os entrevistados já consumiram algum tipo de planta alimentícia não-convencional e qual o motivo dessas plantas não serem comuns a população. Os resultados obtidos foram de que a maioria dos entrevistados não tinham conhecimento do termo, porém após conhecerem os benefícios e as funções desses vegetais os adicionariam em sua alimentação e as espécies mais consumidas foram tamarindo, maxixe e feijão-guandu. De acordo com a maioria dos entrevistados a maior falta de consumo dessas plantas seria pela falta de divulgação para a população. Sendo assim, conclui-se que as plantas alimentícias não-convencionais são importantes para a alimentação humana e precisam ser mais produzidas e divulgadas para diversos públicos.


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