AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS CÓRREGOS TOURO/TARUMÃ NA CIDADE DE NAVIRAÍ-MS

Autores

  • Rayane Góis da Silva
  • Ana Claudia Silva de Souza
  • Mariana Manfroi Fuzinatto

Resumo

A água é um dos elementos essenciais à vida e mais abundante no nosso planeta, as águas superficiais, assim como os córregos, estão sujeitas à poluição mais facilmente por, muitas vezes, atravessarem cidades, facilitando as ações antrópicas. A intenção deste trabalho foi averiguar as condições físico-químicas dos córregos Touro/Tarumã localizados na sub-bacia do Rio Amambaí, na cidade de Naviraí-MS. Foram realizadas seis coletas no período de setembro de 2016 a junho de 2017, em seis pontos diferentes, em diversos locais da cidade. Efetuaram-se variadas análises, dentre elas DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), que indica a quantidade necessária de oxigênio para estabilizar a matéria orgânica; OD (Oxigênio Dissolvido) que é responsável por oxidar o material orgânico presente na água e promover a respiração dos peixes, ambas feitas pelo método de Winkler; nitrito; nitrogênio amoniacal e fosfato; por espectrofotometria UV/VIS. Além disso, foram realizadas análises de pH, temperatura, condutividade elétrica, através da sonda multiparâmetros Hanna HI 9828. Os resultados de amônia (NH4+) ficaram dentro dos padrões estabelecidos pelo CONAMA 357 (conc. max. 3,7 mg/L-1), variando entre 0,011 a 0,081mg/L-1; o mesmo aconteceu para o nitrito (NO2-) (conc. max. 1,0 mg/L-1), variando de 0,187 a 0,9320 mg/L-1. O fosfato foi o único parâmetro que não ficou dentro dos padrões, pois os valores ultrapassaram a conc. max. de 0,050 mg/L-1, ficando entre 5 e 7mg/L-1. Isso é um resultado importante, pois o alto índice de fosfato na água prejudica a vida aquática, pois o mesmo causa enriquecimento da água e a grande proliferação de algas onde elas consomem grande parte do oxigênio causando a mortalidade dos peixes. Para DBO os valores ficaram entre 0,3 e 2,2 mg/L e para OD os resultados foram menores que 5,0 mg/L-1. Já os resultados de pH ficaram entre 6 a 7,estando de acordo com as normas que estabelecidas. Embora a maioria dos resultados encontra-se dentro dos padrões estabelecidos pelo CONAMA 357, os córregos do Touro/Tarumã necessitam urgentemente de retirada de areia e terra de alguns pontos, que está ocasionando o assoreamento do córrego. Portanto, tem-se a necessidade do plantio e recuperação da mata ciliar, pois a mesma protege as nascentes e as margens evitando erosões, e também agem como filtros aos agentes poluidores, garantindo assim a qualidade da água.

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Publicado

11/04/2019

Como Citar

Silva, R. G. da, Souza, A. C. S. de, & Fuzinatto, M. M. (2019). AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS CÓRREGOS TOURO/TARUMÃ NA CIDADE DE NAVIRAÍ-MS. ANAIS DO SEMEX, (10). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/5387

Edição

Seção

MEIO AMBIENTE

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