Política de inclusão do surdo nas universidades e escolas: A LIBRAS como meio de comunicação

Autores

  • Amélia Leite de Almeida
  • Ana Paula Oliveira e Fernandes Colzani
  • Maria Ivanilda Saraiva Milfont Moreira

Resumo

Fez-se necessário repensar e organizar uma política de inclusão do aluno Deficiente Auditivo e outros denominados como Surdos. Estas pessoas constituem uma minoria linguística, ou seja, possuem a LIBRAS, que é uma Língua de Sinais. Este grupo lutou para ser reconhecido como um grupo com identidade própria, assim como os índios. Porém, no Brasil, até 2002, não houve um atendimento na Educação Básica para as necessidades do surdo, pois o ambiente escolar era totalmente em língua oral, o que resultou na exclusão e atrasos escolares de 710.320 alunos, segundo dados do Censo de 2006. A proposta do curso de extensão partiu da necessidade, primeiramente, do cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assim como da Legislação n° 10.436 de 24/04/2004 (que reconhece a LIBRAS como meio legal de comunicação e expressão das pessoas com surdez) e do Decreto n° 5.626 de 22/012/2005, que determina a obrigatoriedade da disciplina de LIBRAS, principalmente nos cursos de Pedagogia, Letras e Fonoaudiologia. Também visa o estudo da Identidade e Cultura Surda da pessoa com surdez como ser bilíngue, as Políticas Públicas de Inclusão e Diversidade, e o conhecimento da língua gestual-espacial: LIBRAS. O objetivo geral é formar e capacitar os corpos discentes e docentes, objetivando alcançar um processo de Inclusão e Diversidade, através do reconhecimento dos surdos como seres bilíngues e biculturais. Como o referido curso está em andamento, foram feitas metodologias em conteúdos teóricos, a respeito da diferença de atendimento da pessoa com surdez, palestra sobre concepções da surdez, debate sobre a Educação dos Surdos, e logo após iniciaram-se os conteúdos práticos do ensino da Língua de Sinais (LIBRAS). São alcançados resultados parciais: o reconhecimento das diferenças do surdo, a didática diferenciada, experiências de tradução do Português para LIBRAS, através de canções conhecidas, que resultaram na apresentação em forma de coral, e materiais adaptativos para o surdo. Espera-se, no final deste curso, formar pessoas capazes de reconhecer o surdo como ser bilíngue, ou seja, que possui duas línguas: a Língua de Sinais (LIBRAS) como primeira língua e a Língua Portuguesa Escrita como segunda língua.

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Publicado

24/05/2011

Como Citar

de Almeida, A. L., Colzani, A. P. O. e F., & Moreira, M. I. S. M. (2011). Política de inclusão do surdo nas universidades e escolas: A LIBRAS como meio de comunicação. ANAIS DO SEMEX, 1(1). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/113

Edição

Seção

EDUCAÇÃO

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