REPRESENTAÇÕES DE ADOLESCENTES (IN)FAMES E DE DIRETORES DA UNEI-MS: INCLUSÃO OU EXCLUSÃO?

Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento, Douglas Pavan Brioli

Resumo


Objetivamos  interpretar  representações  de  adolescentes  autores  de  atos  infracionais  e  de diretores nas Unidades Educacionais de Internação (UNEI) no Mato Grosso do Sul, a partir de questionários e entrevistas, pressupondo que os discursos destes adolescentes e diretores são marcados pelas condições de produção, ausência da  família e pela exclusão como  forma de representar-se e representar o outro. Os pressupostos  teóricos são fundamentados na Análise do Discurso, a partir de Orlandi (2003), Foucault (1998, 2004) ao discutirem que o sujeito não é  imanente,  mas  tal  como  existe  socialmente,  interpelado  por  formações  discursivas.  Os resultados indicam que há incorporação de vozes do outro nos textos escritos, como se fosse dos  segregados,  dos  excluídos  representando  a  si  e  ao  outro  como  marginalizados. Verificamos ainda que os adolescentes representam-se em diferentes lugares sociais, revelam seus  anseios  e desejos que  se misturam  com outras vozes,  como  a da  Instituição UNEI, do Diretor, do Professor, que passam a compor o ser e o fazer desses adolescentes.

Palavras-chave: Análise do Discurso. Adolescentes/Diretores. Exclusão.

 


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ISSN ELETRÔNICO: 2175-8719