IMERSÃO EM COMUNIDADE ÍNDIGENA DA ÁREA RURAL DE DOIS IRMÃOS DO BURITI EM MATO GROSSO DO SUL

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Francielle Caroline Soares Botelho
  • Carolina Maria Startari Sacco
  • Daniel Lucas Lopes Freitas Villalba
  • Isis Marcondes Sodré de Almeida
  • Rayra Jordânia Freire Aquino

Palavras-chave:

Saúde de Populações Indígenas, Etnomedicina, Educação Médica

Resumo

Introdução: Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS) e a Subsecretaria Especial de Cidadania (SECID/MS), a população indígena soma 80.459 habitantes, presentes em 29 municípios. Representados por 08 etnias: Guarani, Kaiowá, Terena, Kadwéu, Kinikinaw, Atikun, Ofaié e Guató. Cada um destes povos, compreende sua ancestralidade, cultura e visão de saúde de maneiras distintas. Tendo em vista essa diversidade de opiniões, visando uma melhor formação dos acadêmicos de Medicina, o projeto pedagógico do curso institui o módulo eletivo  que propicia uma imersão na conjuntura das comunidades e que, anteriormente, havia a necessidade de alunos do primeiro ano do curso o realizassem obrigatoriamente junto a serviços de saúde indígena. Objetivo: Este relato, então, tem a finalidade de descrever sobre a experiência vivida pela a autora principal em sua estadia na aldeia Água Azul em Dois Irmãos do Buriti/MS, para realização de atividade curricular. Metodologia: Durante a visita à localidade, que durou 4 dias, atividades como visitas domiciliares, participação de eventos locais, reunião com lideranças e acompanhamento do funcionamento dos serviços de saúde ali prestados foram realizadas. Estas tiveram o intuito de pela observação compreender a cultura Terena e sua relação com a medicina científica e tradicional, além de analisar o papel desempenhado pelos membros da Equipe Multidisciplinar. Resultados e discussão: Observar a cultura daquele povo foi de grande valia para o meu crescimento como futura profissional da saúde. Já que a realidade observada fora de pessoas que ainda carecem de um serviço de saúde que, de acordo com a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, deve atender as demandas especiais destes e ser voltado para a proteção, promoção e recuperação da saúde. Além de ser uma abordagem diferente da presenciada em serviços para a população em geral. Considerações finais: A inserção dos acadêmicos nessa realidade, visa aproximar a oferta à saúde do ideal e construção de um serviço integrado à cultura local, e, também, contribuir para formação de conhecimento dos envolvidos.

Referências

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL.Projeto Pedagógico do Curso de Medicina. Campo Grande, 2014, Disponível em: < http://www.uems.br/assets/uploads/cursos/97849642be4595f739e1157b2f88785e/projeto_pedagogico/1_97849642be4595f739e1157b2f88785e_2019-11-06_15-15-49.pdf>. Acesso: 14/09/2020.

SUBSECRETARIA ESPECIAL DE CIDADANIA. Comunidades Indígenas. Campo Grande. Disponível em: < https://www.secid.ms.gov.br/comunidades-indigenas-2/> Acesso em: 14/09/2020.

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Publicado

21/03/2022

Como Citar

Caroline Soares Botelho, F., Maria Startari Sacco, C., Lucas Lopes Freitas Villalba , D., Marcondes Sodré de Almeida , I., & Jordânia Freire Aquino, R. (2022). IMERSÃO EM COMUNIDADE ÍNDIGENA DA ÁREA RURAL DE DOIS IRMÃOS DO BURITI EM MATO GROSSO DO SUL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. I SIMPÓSIO DO GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM SAÚDE INDÍGENA DA UEMS, 1(1). Recuperado de https://anaisonline.uems.br/index.php/gepsi/article/view/8016

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