ESPECTRO ALIMENTAR E ESTRUTURA TRÓFICA DA ICTIOFAUNA DE UM CÓRREGO DA BACIA DO RIO IGUATEMI, MATO GROSSO DO SUL

Evaneide Nogueira Lopes, Valéria Flávia Batista-Silva

Resumo


Estudos sobre a composição da dieta em peixes têm gerado subsídios para melhor entendimento das relações entre os componentes da ictiofauna e os demais organismos da comunidade. Desta forma, este trabalho teve como objetivo examinar a estrutura trófica da
ictiofauna, o espectro alimentar e a diversidade dos grupos tróficos no córrego Perobão. As amostras foram coletas trimensalmente, de março a dezembro de 2008, em três trechos deste córrego. Para captura dos peixes foi utilizada a pesca elétrica (gerador portátil de 220V com corrente alternada), equipado com cabos de 50 m e dois puçás energizados. Foram analisados os conteúdos gástricos de nove espécies de peixes pelos métodos de freqüência de ocorrência
e volumétrico, combinados no Índice Alimentar (IAi). A determinação do grupo trófico foi realizada de acordo com o recurso predominante (IAi≥50%) na dieta. Os recursos alimentares utilizados pelas espécies foram insetos, algas, vegetal superior, peixes, anfíbios, detrito, sedimento, outros invertebrados aquáticos. A proporção dos recursos disponíveis no ambiente inferida a partir do volume do conjunto dos conteúdos gástricos analisados mostrou que sedimento foi o item mais consumido, seguido de algas (principalmente as clorófitas - Oedogonium, Closterium e Spirogyra). Foram determinados cinco grupos tróficos: iliófagos (Phalloceros caudimaculatus e Hypostomus ancistroides), onívoros (Astyanax paranae e Synbranchus mamoratus), insetívoros (Cichlasoma paranaense, Corydoras aeneus, Imparfinis schubarti e Rhamdia quelen) e piscívoros (Hoplias malabaricus). Embora os iliofágos tenham apresentado maior número de indivíduos capturados, os insetívoros
contribuíram com maior número de espécies.

Palavras- chaves: peixes, dieta, grupo trófico.

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