ASPECTOS MORFOANATÔMICOS DE PLÂNTULAS DE CAMPOMANESIA ADAMANTIUM (CAMBESS) O. BERG (MYRTACEAE – GUAVIRA) - ESPÉCIE NATIVA DO CERRADO DE MATO GROSSO DO SUL

Dinorah Machado Vaz de Lima, Roseli Rocha

Resumo


A situação do Cerrado do MS é preocupante, com mais de 60% das áreas rurais degradadas. A agricultura na região de Dourados é lucrativa e sua expansão ameaça a flora desse bioma. A família Myrtaceae apresenta diversas espécies frutíferas e medicinais, mas com a degradação, espécies nativas como a guavira (Campomanesia), podem desaparecer. O objetivo deste estudo é descrever a morfoanatomia da plântula de Campomanesia adamantium. Os frutos foram coletados em fragmento de Cerrado na região de Dourados-MS. As sementes colocadas
para germinar e as plântulas fixadas e armazenadas em etanol 70%. Para as análises anatômicas foram empregadas as técnicas usuais de anatomia vegetal. Os eofilos são opostos, simples, elípticos, com margens inteiras, venação peninérvea, consistência herbácea, glabros na face
adaxial e pilosos abaxialmente. A epiderme é unisseriada, coberta por cutícula. Há tricomas tectores e estômatos na face abaxial. O mesofilo é dorsiventral, formado por uma camada de parênquima paliçádico e cinco de parênquima esponjoso, onde se observam estruturas secretoras
de substâncias lipídicas. O feixe vascular da nervura central tem xilema disposto radialmente, circundado pelo floema. Ao longo da lâmina foliar o feixe vascular apresenta-se rodeado por bainha parenquimática com extensões até a epiderme. O hipocótilo apresenta epiderme unisseriada com cutícula delgada, córtex abundante com endoderme secretora de substância
lipídica. O periciclo é evidente e a medula é parenquimática. A raiz principal mostra epiderme e córtex sendo eliminados e a presença de periderme. O câmbio está estabelecido, formando floema e xilema secundários.

Palavras-chave: Morfoanatomia; Campomanesia adamatium; Cerrado.

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