ANÁLISES CITOGENÉTICAS PRELIMINARES EM ARANHAS CARANGUEJEIRAS Vitalius longisternalis Bertani, 2001 (THERAPHOSIDAE, MYGALOMORPHAE)

Erliane Cristina Iablanski, Douglas Araujo

Resumo


Somente cerca de 0,5% das migalomorfas tiveram seus cromossomos analisados até hoje, com número diplóide variando de 2n=14 a 2n=86 e predominância de espécies com mais de 40 cromossomos. Este estudo tem como objetivo estudar cariologicamente, de forma inédita, a espécie Vitalius longisternalis, coletada no Parque Nacional de Ilha Grande (23°52'48.64"S/ 54° 0'12.25"O), comparando os dados obtidos com aqueles já descritos na literatura. Foram extraídas as gônadas de 4 fêmeas e 2 machos de V. longisternalis, e submetidas a tratamento com colchicina, hipotonização, fixação e coloração com Giemsa. Dos seis exemplares
analisados apenas dois machos e uma fêmea apresentaram células em divisão. A análise das metáfases espermatogoniais revelou uma variação no número diplóide de 2n=31 a 2n=51, com cromossomos predominantemente do tipo meta/submetacêntricos. As células diplotênicas de um exemplar macho revelaram cerca de 24 elementos cromossômicos, não sendo possível identificar os cromossomos sexuais. O número diplóide encontrado nas
metáfases oogoniais mostrou uma variação de 2n=40 a 2n=44. Essa variação provavelmente deve-se a perda/ganho de cromossomos durante o procedimento de confecção das lâminas. As migalomorfas sabidamente possuem baixo índice de divisão celular e alto número de cromossomos, sendo que novas análises continuam sendo feitas na tentativa de se determinar o número diplóide correto da espécie. As três espécies de Vitalius que tiveram seus cariótipos descritos na literatura até o momento apresentaram 2n=48, entretanto, nestas espécies os cromossomos foram descritos como exclusivamente telo/subtelocêntricos. Nestas espécies de
Vitalius os cromossomos sexuais também não foram identificados.

Palavras-chave: cromossomos, Araneae, mitose, meiose

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