PREDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE Chrysoperla externa ALIMENTADAS COM Bemisia tabaci EM DIFERENTES HOSPEDEIROS E TEMPERATURAS

Franciane Lemes dos Santos, Luciana Cláudia Toscano

Resumo


O objetivo do trabalho foi verificar o desenvolvimento e a capacidade predatória do terceiro instar de Chrysoperla externa em mosca-branca, advindas de plantas de pepino
e quiabo, sob diferentes temperaturas (18±2ºC, 22±2ºC, 25±2ºC, 28±2ºC e 32±2ºC). O trabalho foi realizado utilizando-se o esquema fatorial 2x5, com o delineamento
inteiramente casualizado e 20 repetições. O desenvolvimento do crisopídeo não foi influenciado pelo hospedeiro quiabo (24,68 dias) e pepino (23,19 dias). Já para o fator temperatura ocorreu diferença significativa, sendo a temperatura de 18°C a que prolonga a duração no desenvolvimento, e a de 32°C a que proporciona uma duração
menor das fases imaturas do predador. Para o parâmetro capacidade predatória, a espécie de planta hospedeira em que a mosca-branca foi criada não afetou a capacidade de predação (quiabo-120,89 ninfas e pepino-121,82 ninfas). Porém as temperaturas influenciaram a taxa de consumo, à medida que a temperatura aumentava a taxa de consumo também era elevada (110,87, 120,65, 122,95, 125,30 e 126,50 ninfas para
temperatura de 18°C, 22°C, 25°C, 28°C e 32°C, respectivamente). Conclui-se que a duração das fases imaturas de C. externa varia com a alteração da temperatura, sendo as temperaturas mais elevadas as que proporcionam um desenvolvimento mais rápido. A nutrição de ninfas de B. tabaci biótipo B não influenciou na capacidade predatória e no
desenvolvimento de C. externa, sob diferentes temperaturas. A taxa de consumo de C. externa foi influenciada pelo fator temperatura, ocorrendo aumento de predação com a gradual elevação da temperatura, tanto para ninfas advindas de quiabo quanto de pepino.

Palavras-chave: crisopídeo, mosca-branca, ciclo biológico, capacidade de consumo.

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