INCIDÊNCIA SAZONAL DE ESTROS EM OVELHAS DAS RAÇAS SANTA INÊS E ILE DE FRANCE CRIADAS NA REGIÃO DO CERRADO – PANTANAL

Robson Andrade Rodrigues, Aya Sasa

Resumo


Para estudar a atividade reprodutiva durante as estações do ano de ovelhas da raça Ile de France e Santa Inês foram utilizadas cinco ovelhas adultas de cada raça e um macho vasectomizado. A detecção de estro foi realizada pelo macho vasectomizado com a região prepucial impregnada com uma mistura de tinta em pó e óleo comestível. A cor da tinta foi trocada quinzenalmente a fim de facilitar a visualização. O macho permaneceu ao longo de
um ano com o grupo das fêmeas, e estas foram observadas diariamente pela manhã. Aquelas que apresentaram a região da garupa marcada ou que se deixaram montar pelo macho foram consideradas em estro. Para o número de estros apresentados foram considerados os efeitos de estação do ano, raça e a interação estação x raça. Houve efeito (P0,05) da estação e da raça. O maior número de estros (P0,05) foi observado no outono, sendo em média 4,8 estros por
fêmea. Não houve diferença (P0,05) entre o inverno (1,9 estros), primavera (1,7 estros) e verão (0,7 estros) no número de estros apresentados pelas fêmeas. Quanto às raças, as ovelhas Santa Inês apresentaram maior (P0,05) número de estros comparados às Ile de France, que
foram de 2,8 e 1,8 estros por fêmea, respectivamente. Assim, conclui-se que na região de Cerrado – Pantanal as ovelhas da raça Santa Inês apresentam maior número de estros quando comparadas às fêmeas da raça Ile de France, sendo que a maior incidência de estros ocorre no outono em ambas as raças.

Palavras – chave: atividade reprodutiva, estação, ovinos.

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