EFEITO FUNGITÓXICO DA PRÓPOLIS SOBRE A GERMINAÇÃO DE CONÍDIOS E O CRESCIMENTO MICELIAL DE Colletotrichum gloeosporioides

Jackeline Carvalho Silva, Gustavo Haralampidou da Costa Vieira

Resumo


O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de determinar o efeito fungitóxico da própolis sobre o fungo Colletotrichum gloeosporioides, agente causal da antracnose em frutos de mamoeiro, através da inibição da germinação dos conídios e do crescimento micelial do patógeno. Os experimentos foram conduzidos na UEMS/Cassilândia. Para o teste de germinação foram confeccionados blocos de meio MDA (mamão-dextrose-ágar), contendo o extrato de própolis diluído nas concentrações de 0,4%, 0,8%, 1,6% e 3,2% e o fungicida
tebuconazole a 0,1%. Amostras de 5 µL da suspensão de conídios foram depositadas sobre os blocos sendo, então, incubados em BOD a 25ºC ± 2ºC, estimando-se a percentagem de esporos germinados após 14 h de incubação. O delineamento experimental foi inteiramente
casualizado, sendo o experimento constituído por 6 tratamentos e 6 repetições. Para a determinação do efeito da própolis sobre o crescimento micelial, discos de 8 mm de diâmetro contendo micélio e esporos do patógeno foram transferidos para placas de Petri que continham as mesmas diluições do extrato e do fungicida tebuconazole adicionadas ao meio BDA (batata-dextrose-ágar). As placas foram incubadas a 25 ºC ± 2ºC, com fotoperíodo de 12 h. As avaliações foram realizadas em três períodos de incubação: 48, 72 e 96 h, medindo-se o crescimento radial da colônia. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em
esquema fatorial 6 x 3 (6 tratamentos x 3 períodos de incubação) com 5 repetições. A própolis nas concentrações de 3,2% e 1,6% inibiu satisfatoriamente a germinação dos conídios e o crescimento micelial fúngico.


Palavras-chave: mamão, fungos, produção orgânica.

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